sexta-feira, 13 de março de 2015

Dois anos com o Papa Francisco – o comentário do P. Lombardi

2015-03-13 Rádio Vaticana

Passaram dois anos, desde a eleição para a Cátedra de Pedro, do Cardeal Jorge Mário Bergoglio. Desde o dia 13 de março que o Papa Francisco a todos conquistou com a sua simplicidade, a sua ternura, a sua espontaneidade. Naquele mês de março de 2013, deu-se uma espécie de “viragem franciscana”.
Em pouco mais de duas semanas o Papa Francisco deixou claro que não trazia apenas um novo estilo mas a frescura do conteúdo do Evangelho: aos cardeais apresentou-lhes três verbos para serem conjugados com a Cruz de Cristo: caminhar, edificar e confessar; num encontro com os jornalistas o Papa Francisco afirmou desejar uma Igreja pobre para os pobres; uma Igreja que seja misericordiosa, como Deus o é, pois perdoa sempre como disse no primeiro Angelus; a isto juntam-se outras afirmações fundamentais do seu programa de governo: o poder é serviço, viver na esperança, pastores que tenham o cheiro das ovelhas.
Em 18 dias do mês de março de 2013, o Papa Francisco deixava claras as suas intenções de reforma e renovação centrando tudo no Evangelho. E tudo começou com uma atitude cheia de conteúdo: A oração do povo pelo Santo Padre pedindo a bênção de Deus. Recordemos esse momento:
“E agora eu gostaria de dar a bênção, mas antes… antes peço-vos um favor: antes de o bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que Ele me abençoe: a oração do povo que pede a bênção para o seu bispo. Façamos em silêncio esta oração de vós por mim”. (13 de Março 2013)
Uma das pessoas que mais de perto tem vivido com o Papa Francisco nestes dois anos é o padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé e também diretor geral da Rádio Vaticano. Em entrevista ao nosso colega do programa italiano, Roberto Piermarini, o padre Lombardi apresentou as três imagens que lhe ficaram impressas na mente durante estes dois anos:
“A primeira é o abraço a três junto ao Muro das Lamentações em Jerusalém com o rabino e com o líder muçulmano. Portanto, um momento simbólico fundamental do diálogo e da paz na viagem do Papa à Terra Santa, num ponto absolutamente crucial para a paz no mundo.”
 “Uma segunda imagem que ficou impressa em todos é quando Papa Francisco, no final da grande cerimónia na catedral ortodoxa em Istambul, em Constantinopla, pede, num certo sentido, a bênção do patriarca e a ele se inclina. Portanto, o momento da fraternidade e do diálogo ecuménico, o grande desejo de unidade dos cristãos.”
 “E depois uma terceira imagem que não é uma imagem mas uma série de imagens, que o próprio Papa evocou muitas vezes durante a grande viagem nas Filipinas: estas multidões de pessoas cheias de afeto, desejosas de ver o Papa, de amá-lo, de manifestar o seu entusiasmo que apresentam as suas crianças. Portanto, este sentido de alegria, de esperança perante o Papa, de um povo que olha o seu futuro com esperança apresentando-lhe as crianças e as novas gerações da Ásia e da humanidade.”
Em 24 meses de pontificado, o Papa Francisco visitou o Brasil, a Terra Santa, a Coreia do Sul, a Albânia, a Turquia, o Sri Lanka, as Filipinas e a cidade francesa de Estrasburgo, onde passou pelo Parlamento Europeu e o Conselho da Europa; realizou também sete viagens em Itália, incluindo uma passagem pela ilha de Lampedusa e uma homenagem no centenário no início da I Guerra Mundial.
Entre os principais documentos do atual pontificado estão a encíclica ‘Lumen Fidei’ (A luz da Fé), que recolhe também reflexões de Bento XVI, e a exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’ (A alegria do Evangelho). O Papa Francisco iniciou ainda um Sínodo sobre a Família, em duas sessões, com consultas alargadas às comunidades católicas: uma sessão extraordinária realizada em outubro do ano passado, e outra ordinária, que vai decorrer neste ano de 2015 de 4 a 25 de outubro. (RS)
(from Vatican Radio)

segunda-feira, 9 de março de 2015

Papa: ao inferno ninguém manda você, é você que escolhe ir


Roma (RV) - O Papa Francisco visitou na tarde deste domingo a Paróquia de Santa Maria Mãe do Redentor, localizada no bairro romano de Tor Bella Monaca. O Santo Padre, chegando ao bairro deteve-se primeiramente no Centro Caritas onde trabalham as Irmãs Missionárias da Caridade. Ali encontrou cerca de 80 doentes e portadoras de deficiências, em representação de todas as pessoas assistidas pelo Centro Caritas; encontrou-se ainda com cinco famílias que necessitam de ajuda, italianas e estrangeiras, que também representaram as famílias que Centro ajuda.
Em seguida, Francisco foi à Paróquia onde foi recebido com muita festa pelos fiéis locais. No campo esportivo, o Papa se encontrou com as crianças e adolescentes da catequese, cerca de mil. As crianças deram de presente ao Papa uma camiseta do time do oratório salesiano. As crianças fizeram perguntas ao Papa.
Francisco respondeu à primeira pergunta com outra pergunta: Deus perdoa tudo ou não? (A resposta das crianças: sim). Porque ele é bom disse o Papa. Havia um anjo muito orgulhoso, que era muito inteligente e tinha inveja de Deus, queria o lugar de Deus. E Deus quis perdoa-lo, mas ele não quis. Este é o inferno: dizer a Deus arranje-se que eu me arranjo sozinho. Ao inferno – disse o Papa – ninguém manda você, é você que escolhe ir.
O Santo Padre cita também o episódio dos dois ladrões para reforçar o exemplo. Somente vai para o inferno quem diz a Deus que não tem necessidade d’Ele, que se arranja sozinho. E finalizou, dirigindo a palavra à menina que o interpelou: “obrigado pela pergunta, você será uma boa teóloga”.
Já a segunda pergunta foi sobre a moralidade cristã. Como viver essa moralidade? Como ser Santo diante de Deus? Viver moralmente é uma graça. O modo moral de viver – disse o Papa – é uma resposta a Jesus. É Jesus que ajuda você a levar avante uma vida moral. Preceitos e proibições sozinhos não fazem de você um bom cristão. Cristão é o amor de Jesus. Os alpinos – disse ainda – têm uma canção muito bonita que diz que na arte de subir uma montanha o importante não é não cair, mas saber levantar-se.
A terceira pergunta era sobre a sua felicidade de ser Papa. “Não sei – respondeu – mudaram-me de diocese, eu era feliz ali, agora sou feliz aqui. O Santo Padre chama a atenção: nunca caminhe na vida sem Jesus, nunca se lamente se a vida mudar você de lugar.
As crianças do centro diurno deram ao Papa de presente uma faixa com seus nomes e fizeram uma foto de grupo.
No teatro da paróquia Francisco se encontrou com o Conselho Pastoral e os animadores.
“As pessoas de Tor Bella Monaca são boas, mas têm um só defeito, o mesmo que tinha Jesus, Maria e José: serem pobres, “a pobreza”, mas “a diferença é que José e Jesus tinham um trabalho enquanto muita gente não tem o que dar de comer aos filhos e vocês sabem disso”. Foi o que disse o Papa ao Conselho Pastoral da paróquia explicando como nesta situação de “injustiça” está “o drama” das pessoas “boas mas provadas pelo desemprego e assim obrigada a fazer coisas ruins porque a sociedade não oferece outro caminho”.
“Quando as pessoas se sentem acompanhadas e bem quistas não caem na rede dos ruins, dos mafiosos que exploram as pessoas pobres para fazer o trabalho sujo. Depois se a polícia os encontra, encontra a pobre gente e não os mafiosos que pagam a sua segurança”. O Papa quis assim reafirmar que o “primeiro mandamento” deve ser “a proximidade”.
Enfim, antes de celebrar a Santa Missa, confessou alguns fiéis. Chegando à paróquia o Papa foi circundado pelos fiéis e por faixas de boas-vindas e um “obrigado por estar aqui conosco”. (SP)
(from Vatican Radio)

sábado, 7 de março de 2015

PRIMEIRA MISSA DO FREI JOÃO PAULO - SIQUEIRA CAMPOS 2015

No dia 01 de março de 2015 o Frei João Paulo celebrou a primeira Celebração Eucarística no Santuário do Senhor Bom Jesus da Cana Verde, na cidade de Siqueira Campos - Paraná.

Vejam no vídeo as imagens desta Celebração.


sexta-feira, 6 de março de 2015

ORDENAÇÃO PRESBITERAL FREI JOÃO PAULO

Vídeo com as imagens da Ordenação Presbiteral do Frei João Paulo, cerimônia realizada no dia 28 de fevereiro de 2015, no Santuário Jesus do Bonfim da Cana Verde, na cidade de Siqueira Campos, Paraná.


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Cinco Santos que tinham Superpoderes

Deus age de maneiras misteriosas. Esta verdade se faz particularmente evidente nas coisas que ele faz com aqueles que estão especialmente próximos a ele.
Aqui estão alguns santos que tiveram superpoderes:
1) São José Cupertino: Voando
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Chamado de “o santo voador”, não estamos falando sobre algumas historias em que São José Cupertino tenha voado de maneira privada ou para algumas pessoas. Estamos falando sobre ele regularmente voar em frente a grandes grupos de pessoas.
Fosse durante a Missa, Liturgia das Horas, ou apenas durante a menção do nome de Jesus ou de um santo, José podia involuntariamente entrar êxtase e começar a levitar. Isso aparentemente aconteceu uma vez durante uma procissão publica em frente toda a cidade, e durante uma audiência do Papa.
Sua constante e incontrolável levitação na ocasião se tornou um problema. Seus superiores consideravam o fenomeno perturbador. Ao final de sua vida, ele foi transferido para diferentes mosteiros e permaneceu em celas particulares.
Mas ele continuava a levitar ao nome de Jesus de qualquer maneira…
2) Christina the Astonishing: Indestrutibilidade
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Embora ela não seja oficialmente canonizada pela Igreja, era considerada uma santa durante toda a sua vida (séculos 12 e 13), e tem algumas histórias bem interessantes apesar de tudo, as quais demonstram basicamente que ela era indestrutível.
Pra começar, ela aparentemente morreu de um infarto por volta dos vinte anos de idade. Seu corpo foi preparado para o enterro e um funeral foi realizado, mas no meio do funeral ela se levantou, cheia de energia. Ela disse que teve uma experiência sobrenatural do paraíso, inferno, e purgatório. Ela disse à sua família e amigos que a única razão pela qual ela havia retornado era para sofrer pelo alívio dos que estão no purgatório e pela conversão dos pecadores ainda na terra.
Foi quando ela começou a fazer algumas coisas muito intensas.
Primeiro, ela jejuou e privou-se de quaisquer confortos corporais de forma muito severa. Mas isso não foi suficiente. Ela também se jogava regularmente em fornos ardentes, mas saia deles sem queimaduras. No auge do inverno, ela ia nadar em um rio congelado proximo, as vezes permanecendo nas aguas por dias ou mesmo semanas a cada vez. As vezes, ela se permitia ser sugada por um moinho criado no rio e ser girada em volta dele. Ela também se permitia ser atacada por cães, ou correr entre espinhos. Mas mesmo com todas estas coisas, ela sempre saia ilesa.
E não obstante tudo isso, ela viveu até os 74 anos de idade.
3) Santa Catarina de Alexandria: Truque da mente Jedi
NT; (c) Stourhead; Supplied by The Public Catalogue Foundation
Santa Catarina foi uma princesa no Egito no terceiro século e recebeu uma boa educação. Embora tenha nascido como uma pagã, quando era uma adolescente pediu para que a Santíssima Virgem Maria aparecesse para ela, disse a ela que havia se casado com Cristo em um casamento místico, e se converteu à fé cristã.
Logo depois, ela teve uma audiência pessoal com o Imperador Romano Maxêncio e tentou convence-lo a parar a perseguição aos Cristãos. O imperador trouxe o seus melhores filósofos e retóricos para debater com Catarina – mas, incrivelmente, ela venceu o debate. Alguns dos seus interlocutores ficaram tão impressionados, que se converteram ao Cristianismo.
Furioso, o imperador a aprisionou. Mas seu poder de persuasão continuou na prisão. Entre aqueles que ela conheceu na prisão e aqueles que a visitaram, 200 pessoas foram convertidas através da sua evangelização. Quando ela se negou a parar de converter pessoas à fé cristã apesar de estar sendo torturada, o imperador tentou persuadi-la a parar pedindo para que ela se casa-se com ele. Ela se recusou, e ele a sentenciou à morte.
4) São Vicente Ferrer: Trazendo pessoas de volta dos mortos
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São Vicente Ferrer é mais conhecido por seu trabalho missionário, pregação, e teologia. Mas ele tinha uma habilidade sobrenatural bastante surpreendente: ele podia trazer pessoas de volta da morte. E ele aparentemente fez isso em muitas ocasiões.
De acordo com uma história, São Vicente entrou em um igreja com um cadaver dentro. Na frente de um número de testemunhas, São Vicente simplesmente fez o sinal da cruz sobre o cadaver, e a pessoa voltou à vida.
Em uma história particularmente impressionante, São Vicente se deparou com uma procissão para um certo homem ser executado por enforcamento por ter cometido um grave crime. De alguma forma, São Vicente soube que a pessoa era inocente, e ele a defendeu perante as autoridades, mas sem sucesso. Coincidentemente, um cadaver estava sendo carregado por uma maca. Vicente perguntou ao cadaver, “Este homem é culpado? Me responda!” O homem morto imediatamente voltou à vida, sentou-se, e disse, “Ele não é culpado!” O homem então deitou-se novamente na maca. Quando Vicente ofereceu ao homem uma recompensa por ajudar a reivindicar o homem inocente, o homem disse, “Não, Padre, eu já estou certo da minha salvação.” E então ele morreu novamente logo após.
5) São Padre Pio: Super-homem
Public Domain / Wikipedia
Um famoso santo que viveu no século 20, São Padre Pio teve cada super poder que você pode pensar: há alegações de que ele podia se bi-locar (estar em mais de um lugar ao mesmo tempo), ler a mente das pessoas (normalmente nas confissões – ele era Padre), levitar, e curar pessoas doentes.

Em uma história, um matemático profissional estava confessando seus pecados ao Padre Pio no seu confessionário, mas de fato não disse à Padre Pio que ele era um matemático. Quando ele estava um pouco confuso sobre quantas vezes havia cometido um pecado específico, Padre Pio respondeu firmemente: “Você é um matemático, saia do confessionário e volte quando souber quantas vezes você fez aquilo.”
Em 1950, Padre Pio foi visto atendendo ao funeral de um monge em Milwaukee, Wisconsin – mas sem nunca ter saído do seu próprio mosteiro na Itália. Em relação a sua habilidade de se bi-locar, uma pessoa contou que Padre Pio uma vez disse, “Eu posso fazer três coisas ao mesmo tempo: rezar, confessar, e ir ao redor do mundo.”
Fonte: ChurchPOP

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Por que WhatsApp está sob ameaça de bloqueio em diversos países?

Aplicativo já sofreu ameaças em diversos países, sob justificativa de ser usado por criminosos

Não é apenas no Brasil, onde um juiz do Piauí ordenou o bloqueio do aplicativo, que o WhatsApp corre o risco de sair do ar.

No Reino Unido, na Arábia Saudita, no Irã e em outros países, o aplicativo também sofreu ameaças de bloqueio e, em alguns deles, chegou a ser suspenso.

A discussão ocorre porque é mais difícil monitorar mensagens enviadas pelo aplicativo do que ligações telefônicas ou e-mails, por exemplo – o que, segundo alguns países, pode ameaçar tanto a segurança pública quanto a segurança nacional.

O bloqueio do WhatsApp, no entanto, é visto por muitos como uma ameaça à liberdade de expressão.

No Brasil, o juiz Luiz de Moura Correa determinou que o WhatsApp seja bloqueado para forçar a empresa a colaborar com a Justiça em uma investigação sobre pedofilia que corre sem segredo.

No Reino Unido, o primeiro-ministro David Cameron também critica a falta de colaboração da empresa em investigações – neste caso, sobre terrorismo.

Em um discurso em janeiro, o britânico disse que tentaria proibir serviços de mensagens encriptadas – como as do WhatsApp e do Snapshat – caso o conteúdo não pudesse ser acessado pelos serviços de inteligência britânicos.

A declaração foi feita após os ataques a revista satírica Charlie Hebdo, em Paris, que aumentaram o temor sobre ameaças terroristas. Já existe uma pressão para que empresas como Google e Facebook forneçam mais informações sobre as atividades dos seus usuários, já que há uma forte ação de recrutamento de grupos radicais pela internet.

"Vamos permitir meios de comunicação que são impossíveis de ler? Minha resposta é: não, não devemos fazer isso", disse Cameron.

Terrorismo

Ameaças de terrorismo ou à segurança nacional também serviram de justificativa para o bloqueio do serviço em outros países.

Muitos desses governos, no entanto, foram criticados por restringir a liberdade de expressão.

Na Arábia Saudita, de acordo com agências de notícias, houve uma ameaça de retirar o Whatsapp do ar em 2013 porque o serviço não estaria se adequando às regras de Comissão de Comunicações e Tecnologia da Informação. Na época, o país chegou a tirar do ar o Viber, aplicativo de mensagens e chamadas de voz pela internet, pelo mesmo motivo.

Em Bangladesh, o serviço foi bloqueado em janeiro, também de acordo com agências. O governo afirmou que havia ameaças de terrorismo e que era difícil monitorar comunicações pelo aplicativo.

"Terroristas e elementos criminosos estão usandos essas redes para se comunicar", disse uma autoridade do Paquistão para justificar a suspensão do aplicativo em uma província, segundo a mídia local.

No ano passado, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, considerado moderado, precisou se empenhar pessoalmente para liberar o aplicativo.

A linha dura iraniana pediu a censura, segundo a emissora de TV americana Fox News, devido à compra do app pelo Facebook – cujo dono, Mark Zuckerberg, seria uma "americano sionista", segundo o comitê do país responsável pela internet.

Na Síria, que passa por uma guerra há mais de três anos, o aplicativo – usado para marcar protestos durante a Primavera Árabe – foi suspenso em 2012.

"Um golpe na liberdade de expressão e nas comunicações em todo lugar. Um dia triste para a liberdade", publicou o WhatsApp em seu Twitter à época.

fonte: 
BBC

Desde quando a Igreja começou a usar o nome de Católica?

O adjetivo católica é anterior ao nascimento da Igreja. Em grego, katholikos(καθολικός) quer dizer aquilo que é conforme o todo. Hoje em dia, a palavra equivalente seria holística. De uma forma geral, a tradução para a palavra católica é universal, contudo, o sentido dela é muito mais amplo.
O primeiro documento histórico que contém o adjetivo católica referindo-se à Igreja é uma carta de Santo Inácio de Antioquia à Igreja de Esmirna, escrita após a sua prisão, que o levou ao martírio em Roma:
“Segui ao Bispo, vós todos, como Jesus Cristo ao Pai. Segui ao presbítero como aos Apóstolos. Respeitai os diáconos como ao preceito de Deus. Ninguém ouse fazer sem o Bispo coisa alguma concernente à Igreja. Como válida só se tenha a Eucaristia celebrada sob a presidência do bispo ou de um delegado seu. A comunidade se reúne onde estiver o Bispo e onde está Jesus Cristo está a Igreja Católica. Sem a união do Bispo não é lícito Batizar nem celebrar a Eucaristia; só o que tiver a sua aprovação será do agrado de Deus e assim será firme e seguro o que fizerdes.”
Onde está Jesus Cristo está a Igreja Católica, segundo Santo Inácio. Mas, essa palavra era usada também em outro sentido, por exemplo, São Justino quando escreveu o Diálogo a Trifão, usou a mesma palavra para referir-se à ressurreição geral, de todas as pessoas. O termo se aplicava também à universalidade do número das pessoas, numa imagem da Igreja que acolhe a todos em seu seio.
A partir do século IV, com o surgimento de várias heresias, um outro sentido foi dado à palavra católica. São Cirilo de Jerusalém para comparar a fé ortodoxa com a fé herética, usa o termo fé católica. Ou seja, a verdadeira fé aceita a totalidade das verdades reveladas, enquanto que a fé herética escolhe aquilo em que quer acreditar, selecionando o que mais lhe convém e rejeitando os demais conteúdos da fé.
Desta forma, a palavra católica passou a designar não somente a Igreja que inclui todas as pessoas em todos os lugares, mas também a Igreja que inclui toda a fé, todos os sacramentos, todo o depósito e tesouro que foi deixado por Jesus Cristo e os Apóstolos. Com isso, a palavra foi sendo incorporada ao Credo como forma de distinguir a Igreja que guardava a fé inteira das seitas heréticas que estavam nascendo e que desprezavam o todo da fé.
Também houve o acréscimo da palavra romana ao adjetivo católica. Parece uma contradição dizer que a Igreja é católica e, ao mesmo tempo, romana. Contudo, não o é. Diante do protestantismo, o objetivo foi salientar que a Igreja somente é inteira, ou seja, católica, se o sucessor de Pedro, o Papa estiver incluído nela.
Assim, a integridade da fé abrange também o fato de que, seja no ocidente, seja no oriente, existe uma ligação com aquele que tem o primado e a jurisdição universal sobre a Igreja.
Só há uma Igreja de Cristo e essa Igreja é una, católica e apostólica. Faz parte da natureza da Igreja ser católica. Sendo assim, não se pode aceitar o significado confessional da palavra católico, pois ela não designa um ramo dos cristianismo. A fé cristã é católica por definição e não há outro verdadeiro cristianismo que não o católico. Por isso, como nas colunatas de Bernini na Praça de São Pedro, a Igreja abraça a fé na sua integridade e acolhe como mãe os católicos do mundo todo que vão em peregrinação até aquela praça, ver o Sucessor de Pedro.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

No Angelus Papa convida a entrar sem medo no deserto, local de combate espiritual

2015-02-22 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Neste I Domingo da Quaresma o Papa Francisco assomou à janela do apartamento Pontíficio para rezar, com os milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro, a oração mariana do Angelus. A Liturgia do dia inspirou a reflexão do Pontífice sobre as lutas vividas durante o tempo Quaresmal, “tempo do combate espiritual contra o espírito do mal”. “No deserto – disse ele - podemos descer em profundidade aonde se joga verdadeiramente o nosso destino, a vida ou a morte”.
O Papa iniciou falando da “prova enfrentada voluntariamente por Jesus”, no deserto, “antes de iniciar sua missão messiânica”. “Naqueles quarenta dias de solidão, enfrentou satanás “corpo a corpo”, desmascarou as suas tentações e o venceu. E nele todos vencemos, mas nós devemos proteger esta vitória no nosso dia-a-dia”:
“A Igreja nos faz recordar tal mistério no início da Quaresma, porque isto nos dá a perspectiva e o sentido deste tempo, que é o tempo do combate - na Quaresma se deve combater - um tempo de combate espiritual contra o espírito do mal. E enquanto atravessamos o deserto quaresmal, nós temos o olhar dirigido à Páscoa, que é a vitória definitiva de Jesus contra o Maligno, contra o pecado e contra a morte. Eis então o significado deste primeiro Domingo da Quaresma: colocar-nos decididamente no caminho de Jesus, o caminho que conduz à vida. Olhar Jesus, o que fez Jesus e seguir com Ele”.
O Papa explicou que este caminho de Jesus passa pelo deserto, local de luta e de silêncio, onde podemos ouvir a voz do Senhor:
“Este caminho de Jesus passa pelo deserto e alí é o lugar onde se pode escutar a voz de Deus e a voz do tentador. No barulho, na confusão, isto não pode ser feito; ouve-se somente vozes superficiais. Pelo contrário, no deserto, podemos descer em profundidade onde se joga verdadeiramente o nossos destino, a vida ou a morte”.
“O deserto quaresmal – observou - nos ajuda a dizer não à mundanidade, aos ídolos, nos ajuda a fazer escolhas corajosas conforme o Evangelho e a reforçar a solidariedade com os irmãos. E a presença de Jesus e do Espírito Santo na nossa vida, nos encorajam a entrarmos neste deserto:
“Então entremos no deserto sem medo, porque não estamos sozinhos: estamos com Jesus, com o Pai e com o Espírito Santo. Assim como foi para Jesus, é justamente o Espírito Santo que nos guia no caminho quaresmal, o mesmo Espírito descido sobre Jesus e que nos é dado no batismo. A Quaresma, por isto, é um tempo propício que deve nos levar a tomar sempre mais consciência do quanto o Espírito Santo, recebido no Batismo, operou e pode operar em nós. E ao final do itinerário quaresmal, na Vigília Pascal, poderemos renovar com maior consciência a aliança batismal e os compromissos que dela derivam”.
Na sua alocução, o Pontífice mais uma vez reiterou a importância de conhecermos as Escrituras, para sabermos “responder às insídias do maligno”, voltando então, a aconselhar a leitura diária de um pequeno trecho do Evangelho, “dez minutos”, e tê-lo sempre conosco, “no bolso, na bolsa, mas sempre à mão”.
Por fim, o Papa pedia a “Virgem Santa, modelo de docilidade ao Espírito, nos ajude a deixar-nos conduzir por Ele, que quer fazer de cada um de nós “uma nova criatura””. A seguir, Francisco saudou os fiéis presentes na Praça São Pedro. (JE)
Eis o Angelus na íntegra:
“Queridos irmãs e irmãs
Quarta-feira passada, com o rito das Cinzas, teve início a Quaresma e hoje é o primeiro Domingo deste tempo litúrgico que faz referência aos quarenta dias que Jesus passou no deserto, após o Batismo no Rio Jordão. São Marcos escreve no Evangelho de hoje: “O Espírito levou Jesus para o deserto. E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e aí foi tentado por Satanás. Vivia entre animais selvagens, e os anjos o serviam”
Com estas breves palavras o evangelista descreve a prova enfrentada voluntariamente por Jesus, antes de iniciar sua missão messiânica. É uma prova da qual o Senhor sai vitorioso e que o prepara a anunciar o Evangelho do Reino de Deus. Ele, naqueles quarenta dias de solidão, enfrentou satanás “corpo a corpo”, desmascarou as suas tentações e o venceu. E nele todos vencemos, mas nós devemos proteger esta vitória no nosso dia-a-dia.
A Igreja nos faz recordar tal mistério no início da Quaresma, porque isto nos dá a perspectiva e o sentido deste tempo, que é o tempo do combate - na Quaresma se deve combater - um tempo de combate espiritual contra o espírito do mal. E enquanto atravessamos o deserto quaresmal, nós temos o olhar dirigido à Páscoa, que é a vitória definitiva de Jesus contra o Maligno, contra o pecado e contra a morte. Eis então o significado deste primeiro Domingo da Quaresma: colocar-nos decididamente no caminho de Jesus, o caminho que conduz à vida. Olhar Jesus, o que fez Jesus e seguir com Ele.
Este caminho de Jesus passa pelo deserto. O deserto é o lugar onde se pode escutar a voz de Deus e a voz do tentador. No barulho, na confusão, isto não pode ser feito; ouve-se somente vozes superficiais. Pelo contrário, no deserto, podemos descer em profundidade onde se joga verdadeiramente o nossos destino, a vida ou a morte. E, como ouvimos a voz de Deus? A ouvimos na sua Palavra. Por isto é importante conhecer as Escrituras, pois, de outra maneira, não sabemos responder às insídias do maligno. E aqui gostaria de retornar ao meu conselho para ler a cada dia o Evangelho: cada dia ler o Evangelho, meditá-lo, um pouquinho, dez minutos, e levá-los empre conosco, no bolso, na bolsa..Mas ter sempre o Evangelho à mão; O deserto quaresmal nos ajuda a dizer não à mundanidade, aos ídolos, nos ajuda a fazer escolhas corajosas conforme o Evangelho e a reforçar a solidariedade com os irmãos.
Então entremos no deserto sem medo, porque não estamos sozinhos: estamos com Jesus, com o Pai e com o Espírito Santo. Assim como foi para Jesus, é justamente o Espírito Santo que nos guia no caminho quaresmal, o mesmo Espírito descido sobre Jesus e que nos é dado no batismo. A Quaresma, por isto, é um tempo propício que deve nos levar a tomar sempre mais consciência do quanto o Espírito Santo, recebido no Batismo, operou e pode operar em nós. E ao final do itinerário quaresmal, na Vigília Pascal, poderemos renovar com maior consciência a aliança batismal e os compromissos que dela derivam.
Que a Virgem Santa, modelo de docilidade ao Espírito, nos ajude a deixar-nos conduzir por Ele, que quer fazer de cada um de nós “uma nova criatura”.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Papa convida à conversão "os que escolheram o caminho do mal e são afiliados às organizações mafiosas"

2015-02-21 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre recebeu, no final da manhã deste sábado, na Sala Paulo VI, cerca de sete mil peregrinos da Diocese de Cassano no Jônio, na região calabresa, no sul da Itália.
Antes da audiência pontifícia, os numerosos peregrinos participaram, sempre na Sala Paulo VI, de uma Santa Missa, celebrada pelo seu bispo, Dom Nuncio Galantino.
Entre os sete mil peregrinos de Cassano no Jônio estavam presentes representantes da “Comunidade Emmanuel”, com alguns Voluntários de Cerignola. Alguns fiéis expuseram ao Papa suas experiências pessoais feitas nos seus respectivos territórios.
Quando o Santo Padre entrou na Sala Paulo VI, os numerosos fiéis e peregrinos da Calábria o saudaram com afeto e alegria, cantando: “Papa Francisco é um de nós”...
Depois da acolhida jubilosa e festiva dos fiéis calabreses, Dom Galantino e o responsável pela “Comunidade Emmanuel” fizeram sua saudação ao Bispo de Roma, em nome dos presentes.
A seguir, o Santo Padre tomou a palavra, dirigindo, inicialmente, uma saudação particular à “Comunidade Emmanuel”, que nasceu pelo desejo de “dar vida com a vida” aos que batiam à sua porta. Aqui, o Santo Padre agradeceu ao seu fundador, Padre Mário Marafioti, e encorajou a comunidade a continuar a acolher o “Cristo sofredor”.
Tal acolhida, acrescentou o Pontífice, é fruto de um estilo de apostolado baseada na oração fervorosa e em intensa vida comunitária. Disso nasceram os Centros de Acolhida e de Escuta, as Casas-família, na Itália e no Exterior, como também as Associações, entre os quais os Voluntários de Cerignola.
Em seu pronunciamento, O Papa Francisco não deixou de recordar a sua visita à Calábria, onde teve a oportunidade de encontrar os presos, os enfermos, o clero, os seminaristas, os anciãos. E o Papa afirmou:
“Pude tocar com a mão a fé e a caridade de vocês. Que o Senhor os ajude a caminha sempre unidos, nas paróquias e nas associações, guiados pelo Bispos Galantino e os sacerdotes; os ajude a ser comunidades acolhedoras, levando a Cristo aqueles que não conseguem perceber a sua presença que salva”.
Aqui, o Bispo de Roma recordou o pensamento que sugeriu aos calabrês, quando da sua visita: “Quem ama Jesus, quem ouve e acolhe a sua Palavra e quem responde com sinceridade o chamado do Senhor, jamais pode produzir más obras; o cristão nunca pode violar a dignidade das pessoas, nunca pode cometer gestos de violência contra o irmão e o ambiente. E recordou ainda:
“Os gestos exteriores de religiosidade não são suficientes para convencer aqueles que, com maldade e arrogância típica das associações de delinquentes, fazem da ilegalidade o seu estilo de vida. A todos os que escolheram o caminho do mal e são afiliados às organizações mafiosas renovo meu convite à conversão. Abram seus corações ao Senhor. O Senhor os espera e a Igreja os acolhe”.
Por fim, o Papa falou da beleza da terra calabresa, que é um dom de Deus e um patrimônio a ser conservado e transmitido às futuras gerações.
Entre tais belezas daquela terra, o Pontífice citou a “Comunidade Emmanuel”, exemplo de acolhida e de partilha com os mais fracos. Nela, jovens devastados pela droga encontraram o “bom samaritano” para sarar suas feridas. A Igreja reconhece este precioso serviço prestado aos mais necessitados da sociedade.
O Santo padre concluiu seu discurso exortando as comunidade calabresas a serem protagonistas de solidariedade; a não cederam diante dos que semeiam egoísmo, violência e injustiça; a oporem-se à cultura da morte, mas a serem testemunhas do Evangelho da Vida, em um ambiente que apresenta tantas formas de pobreza e induz ao desespero tantos jovens e famílias. (MT)