sábado, 13 de agosto de 2016

Como apagar suas conversas no WhastApp sem deixar rastros

Criptografia total: privacidade impossível ou garantia de segurança?

  • Criptografia total: privacidade impossível ou garantia de segurança?
Jonathan Zdziarski, especialista em segurança digital do sistema iOS, desencadeou uma pequena tempestade ao fazer um comentário sobre o WhatsApp, um dos serviços de mensagens mais populares do mundo, com mais de 1 bilhão de usuários ativos por mês.
"Lamento amigos, mas enquanto os especialistas dizem que a criptografia funciona no WhatsApp, parece que a versão mais recente do app deixa um rastro forense de todas as suas conversas, inclusive depois que você as apagou, limpou ou arquivou... Mesmo se você escolher 'apagar todas as conversas'. Na verdade, a única forma de apagá-las parece ser apagar o app completamente."
A preservação da privacidade é um dos aspectos mais importantes para serviços de mensagem como o WhatsApp. Há pouco tempo, o aplicativo era considerado um dos menos seguros.
Mas, em abril, o WhatsApp introduziu uma mudança semanas depois que o FBI pediu à Apple acesso a dados de um iPhone em um caso que estava investigando.
"Temos o orgulho de anunciar que conseguimos um desenvolvimento tecnológico que faz com que o WhatsApp se transforme em líder na proteção de sua comunicação particular: a criptografia de ponta a ponta", informou a empresa na época da implantação da criptografia.
"Nem o WhatsApp e nem terceiros podem ler ou escutar as mensagens e chamadas", dizia uma mensagem que os usuários do app começaram a receber.
Diante da investigação de Zdziarski, muitas pessoas disseram que a criptografia do WhatsApp era um "mito" ou até uma "mentira".
Até agora, o app não respondeu às alegações de Zdziarski.
Mas, afinal, quem está certo?

'Reconstrução' da mensagem

Zdziarski afirma que o WhatsApp "não parece estar tentando preservar dados intencionalmente".
Mas, segundo sua pesquisa, feita em iPhones - sua especialidade -, "o registro não é eliminado nem apagado da base de dados, o que deixa um artefato forense que pode ser recuperado e reconstruído em sua forma original".
Na prática, isto significa que os rastros da mensagem ficam no telefone.
"A comunicação efêmera não é efêmera no disco", alertou o especialista.
Por isso "as autoridades podem, potencialmente, emitir uma ordem exigindo que a Apple obtenha seus registros de conversas, que podem incluir mensagens apagadas", mas salvas na nuvem. Ou até reconstruir estas mensagens a partir da informação encontrada no telefone.
E este problema não é exclusivo do WhatsApp.
"Em tese a criptografia total, seja relativa a aplicativos de mensagens ou outro tipo de comunicação, é completamente segura e capaz de proteger a segurança de quem está usando", explicou à BBC Mundo Lee Munson, pesquisador de segurança do site Comparitech.com.
"No entanto, na prática, o problema é que a criptografia total só é uma frase para descrever operações matemáticas complexas muito difíceis de decifrar (...). Mas a possibilidade de conseguir isso aumenta com o tempo."
As mensagens que ficam no telefone ou no computador são as que representam o maior risco, de acordo com Richard Cassidy, especialista em cibersegurança na empresa Alert Logic.
"Sem entrar na questão das pessoas que podem ter acesso ao seu telefone ou computador usando técnicas maliciosas, se você apagar as conversas, vai deixar rastros que podem ser recuperados com as ferramentas de busca corretas", disse.
O especialista esclarece que a criptografia tornará tudo mais difícil, mas não impossível. E, infelizmente, as soluções para os telefones são comparativamente menos eficazes do que as voltadas para computadores.

Solução perfeita?

Tudo indica que não existe uma solução perfeita para este problema.
Lee Munso diz que a solução do WhatsApp em matéria de segurança, a princípio, "é suficientemente boa para o consumidor típico".
"Quem está preocupado deve garantir que seus equipamentos sejam suficientemente seguros. Isto significa senhas fortes e evitar sistemas de autenticação que se baseiem em aspectos biométricos", recomendou.
Zdziarki tem algumas recomendações para os donos de iPhone. Uma delas é usar o iTunes para estabelecer uma senha de backup grande e complexa.
Outra é desabilitar os backups na nuvem.
E, de vez em quando, delete o WhatsApp do telefone e o reinstale para limpar a base de dados.
"Esta parece ser a única forma de apagar os registros e recomeçar", disse o especialista.
No entanto, é bom não confiar totalmente nem nestas medidas.
"As pessoas que usam este tipo de app devem entender que qualquer criptografia pode ser decifrada", alertou Stephen Gates, chefe de investigação de inteligência da empresa NSFOCUS.
"Não existe criptografia à prova de balas, apenas 'criptografia mais forte'."

Fonte: http://tecnologia.uol.com.br/noticias/bbc/2016/08/11/como-apagar-suas-conversas-no-whastapp-sem-deixar-rastros.htm?cmpid=tw-uolnot

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Vaso Sanitário


História


Nas cidades greco-romanas da antiguidade, os espaços sanitários públicos eram sempre em forma de bancos conjuntos. Nestes não havia compartições individuais. Em frente ao banco sanitário público passava sempre um pequeno córrego ou uma vala de água que era para os usuários fazerem as suas abluções.
No século XVI, famílias mais abastadas tinham cadeiras de madeira que em seu interior colocava-se um recipiente para a coleta dos dejetos. No ano de 1596, o poeta inglês John Harington descreveu aquilo que seria hoje o vaso sanitário "moderno", com descarga (ou autoclismo) e em 1778, Joseph Bramah melhorou o invento de Harington.
Em 1739, em Paris, foi criado o primeiro banheiro público com divisão por sexo e em 1885, Thomas Twyford lançou os primeiros vasos sanitários de porcelana e substituíram as peças de madeira.
Vasos com sifão foram lançados no final do seculo XIX e no século XX, popularizaram o uso de banheiros dentro das residências com vasos sanitários.
Um vaso sanitário é o objeto costumeiramente usado para satisfazer as necessidades fisiológicas do ser humano (urinar e evacuar). É também conhecido como bacia,privada, trono, patente ou bojo, em linguagem mais popular no Brasil, e como retrete em Portugal.
Normalmente é um vaso de cerâmica, cuja boca ovalada é desenhada para garantir o conforto do utilizador.
Seu funcionamento é bastante simples: o vaso mantém uma quantidade de água; logo atrás, o cano do vaso sanitário que leva os dejetos faz uma curva para cima e outra para baixo - um sifão - e que, somente depois, vai para o esgoto; nessa curva, uma quantidade de água fica acumulada e, quando a descarga é acionada, uma quantidade de água é liberada.
Nos modelos mais comuns, a quantidade de água varia entre 6 e 8 litros por descarga. Com a força desta, a água depositada e seus dejetos são levados pelo cano, até a água ficar novamente estancada.

Eficiência no uso da água

A quantidade de água utilizada para a descarga dos vasos sanitários representa um parcela significativa da água usada nas residências, condomínios e empresas. Os modelos mais antigos onde a válvula de descarga era afixada da parede consumiam em média de 12 a 15 litros de água por descarga. Em 2003 um acordo entre os fabricantes de vasos sanitários brasileiros permitiu que um novo modelo, com caixa acoplada, fosse adotado. O modelo com caixa acoplada possui um gasto fixo de 6 litros por descarga, normatizado pela NBR 15.097/04, permitindo uma economia sensível de água em relação aos modelos mais antigos. Existem modelos de vasos sanitários ainda mais econômicos em relação ao consumo de água, como os vasos sanitários de descarga dupla (3 litros para dejetos líquidos e 6 litros para dejetos sólidos) e sanitários à vácuo (1,2 a 1,5 litros de água por descarga) que utilizam ar (vácuo) para sugar os dejetos. Os sanitários a vácuo são utilizados principalmente em aviões onde o custo da água transportada é particularmente elevado e também em instalações experimentais para o uso eficiente da água.


Galeria de imagens

Modelo domiciliar e contemporâneo
Sanitários públicos na antiga Roma
Vaso sanitário com caixa acoplada e descarga dupla

sábado, 30 de julho de 2016

Londrina florida

Os Ipês estão deixando a cidade de Londrina ainda mais bonita e bela, vejam as imagens dos Ipês rosa, branco e amarelo com o contraste dos prédios.











terça-feira, 26 de julho de 2016

INVESTIR EM IMÓVEIS É UM BOM NEGÓCIO?



A maior parte das pessoas quando pensa em imóveis, imagina um local para chamar de seu. Aquele local que escolheu, onde vai vivenciar momentos em família, ver seus filhos darem os primeiros passos e crescerem, reunir seus amigos começar ou recomeçar a vida. Mas pouca gente se dá conta de que é bem mais que isso.
Por outro lado, quando pensamos em investimento, quase imediatamente nos vem à cabeça CDB, Bolsa de Valores, Tesouro Direto, Fundos de Investimento, gráficos, SELIC, juros e uma miríade de siglas, sendo que a maior parte delas não sabemos bem o que significa.
Quase todo mundo que você conhece tem um imóvel onde mora, alguns têm outro na praia ou no campo, outros têm os dois, mas mesmo esses pensam, em geral, da mesma forma.
Muito tem se falado sobre as tendências da geração Y, que tem hoje entre 18 e 35 anos, de não ter o desejo de comprar um imóvel, mas apenas alugá-lo. Isso, segundo essas tendências publicadas, daria a eles mobilidade e maior liquidez. No entanto, isso simplesmente não se verifica na prática. Em 2015, 67% dos compradores do primeiro imóvel nos EUA tinham até 35 anos. Além disso, eles têm hoje uma renda média maior que as demais gerações, segundo a 2016 Home Buyers and Sellers Generational Trends Report da National Association of Realtors.
Essa geração respondeu por 35% das vendas de imóveis nos EUA em 2015, a maior percentagem para uma geração. Eles procuram características diferentes nos imóveis, se comparados a outras gerações, mas o mercado está sempre atento a isso.
O imóvel continua sendo um local para morar, descansar, relaxar e ser feliz – e isso vale para todas as gerações.
Mas, além disso, o imóvel é um grande investimento, e muita gente sabe disso, principalmente quando estamos comprando. No entanto, se você perguntar para alguém quanto ela tem de investimentos, com certeza, ela vai se lembrar do banco do CDB, Bolsa de Valores… E vai te dizer um montante em reais.
Por que isso acontece? Por que, invariavelmente, não consideramos o valor dos imóveis como parte de nossos investimentos?
Por várias razões, mas vamos destacar três:
  1. Não passa pela cabeça de quem mora naquele local que escolheu, onde estão todas as suas coisas, onde vive com sua família e que é sua referência de lar, transformar aquilo em dinheiro, simplesmente. Podemos trocá-lo por um de valor maior ou menor, mas é difícil imaginar deixar de ser proprietário. No inconsciente das pessoas, a venda do apartamento implica na compra de outro e, portanto, é uma operação de soma zero.
  2. Em segundo lugar, porque o imóvel não tem liquidez financeira, o que quer dizer você não pode convertê-lo em dinheiro vivo no momento que quiser. Vender um imóvel depende da demanda, do preço que estamos pedindo, das condições de financiamento do mercado, das expectativas econômicas, do estado do imóvel, enfim vai demorar um tempo que não é possível prever para a realização da venda. Como não temos controle sobre esses fatores, nós simplesmente consideramos como um valor inacessível, que pode ser aproveitado, mas sempre estará comprometido com imóvel.  A casa de campo e a casa na praia, embora tenham o mesmo conceito, recebem um tratamento diferente e são entendidas como reserva de valor, e não exatamente como investimento.
  3. Nossa cultura nacional e nossa experiência como brasileiros, convivendo com variações imensas na taxa de câmbio, no valor do aluguel, no preço dos imóveis, na taxa de juros, no preço dos produtos e com o desemprego, nos ensinou que é preciso ter um porto seguro, um local para chamar de seu. Já vivemos tantas incertezas que não queremos trazer mais uma para a nossa vida, principalmente por ela ser referência da nossa família.
Considerar os imóveis como investimento não significa que iremos vendê-los quando notarmos sua alta nem que iremos comprá-los somente quando os preços estiverem em queda. Significa, antes de tudo, a possibilidade de gerenciar nossos investimentos, no curto, médio e longo prazo.
A primeira grande dificuldade é saber quanto vale um imóvel e como ele se valoriza. Mas hoje isso pode ser medido com razoável segurança. A segunda grande dificuldade é que, quando um imóvel sobe de preço ou é valorizado, em tese, todos os outros da região sobem proporcionalmente. Não é raro ouvir de um proprietário que, se ele vender o imóvel que tem há tantos anos, vai apenas conseguir comprar outro do mesmo tamanho na mesma região e que, consequentemente, não houve valorização daquele bem. Precisamos mudar o foco da comparação e tratá-lo e compará-lo como os demais investimentos.
Quando comparamos a valorização dos imóveis com a inflação medida pelo IPCA e o CDI (basicamente o rendimento do CDB) entre janeiro de 2013 e maio de 2016, é possível notar que os imóveis nem sequer acompanharam a inflação. Nesse período, o CDI rendeu bem mais.
grafico
No entanto, se fizermos a mesma comparação para um período um pouco maior, de janeiro de 2011 a maio de 2016, tudo muda. Neste intervalo mais longo, a valorização dos imóveis superou a inflação e mesmo o CDI.
Foi, sem dúvida, um bom investimento. É bem verdade que esse período captou investimentos em imóveis não é a mesma dos investimentos em fundos de investimento, que permite o saque e possibilita ao investidor mudar para outro fundo com melhor rendimento no mesmo dia ou na mesma semana. Porém, os imóveis costumam ser investimentos rentáveis no médio e longo prazo.a alta dos preços de imóveis, que se manteve até o início de 2014, quando essa tendência começou a perder força.
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Gráficos elaborados pelo autor com dados da FIPEZAP  e do Banco Central, considerando um imóvel em São Paulo com três dormitórios.
Ele deve ser utilizado como um investimento, por exemplo, para aquele casal que acabou de casar e compra um imóvel. Quando chegam os filhos e é preciso mais espaço, a compra de um maior se faz necessária. Neste caso, o investimento no imóvel anterior vai ajudá-los na compra do maior. Com o passar do tempo, quando o casal já atingiu o ápice na carreira, faz sentido a nova troca de imóvel por outro com mais conforto e mais conveniências. Esse mesmo casal vários anos depois, quando os filhos já se casaram, descobrem que não precisam ter um imóvel tão grande, afinal, ele fica praticamente vazio. Novamente, outra mudança e a busca por um imóvel menor. Quando isso ocorre, uma parte desses investimentos que o casal fez durante a vida é resgatado e vai compor seu fundo de aposentadoria.
Existem muitos outros exemplos, mas o mais importante é entender que adquirir um imóvel é um investimento que tem baixa liquidez e, portanto, deve ser considerado para o médio e longo prazo, mas que costuma ser um bom negócio.
Aí vem a pergunta quase automática: “E quanto a comprar imóveis para alugar?” Bem, esse é um tema para outro artigo.

Carlos A. Dariani
Economista
Diretor da Moneyus Consultoria
cdariani@moneyuss.com.br

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Os 7 Passos do Perdão

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“Eu te perdoo”. Essas podem ser as três palavras mais difíceis de serem ditas. Apesar de simples, carregam um peso enorme. Perdoar pode ser extremamente difícil, principalmente quando você está se sentindo triste, desapontado e ferido pelo que aconteceu. Mas o perdão é libertador, ele consegue te livrar da dor, do sofrimento e da culpa que podem te acompanhar durante uma vida inteira. Faz bem tanto para a vítima quanto para o culpado, é fruto de um trabalho pessoal e interno que sempre começa com o desejo de perdoar.
Mais do que tudo, perdoar é um ato de coragem. Para perdoar você vai ter que passar por várias etapas que, apesar de dolorosas, são necessárias para liberar o melhor presente que você pode dar ou receber de alguém: o perdão.

Por que é tão difícil perdoar?

  • O perdão é um fardo pesado. Você está ferido, está machucado, e isso não parece nem um pouco justo para você. Você quer descarregar a sua dor mas não sabe onde descontá-la, então continua carregando esse fardo com você.
  • Para você, perdoar não faz sentido. Você acha que é  ilógico perdoar alguém que te causou tanto mal e lhe trouxe tanta dor. Você provavelmente diz para si mesmo: “Ele é quem deve me pedir perdão. Foi ele quem me machucou. Por que  então eu deveria perdoá-lo? “
  • É preciso ter muita coragem para perdoar alguém. Você precisa se tornar vulnerável quando tudo o que mais quer é se proteger. Perdoar é difícil porque você se expõe ao medo de ser ferido novamente, por isso é tão difícil perdoar.
  • A seguir estão os sete passos a serem seguidos para perdoar alguém:

    1. Identifique a sua mágoa:

    Localize a verdadeira fonte de sua dor, se necessário vá até as profundezas do seu ser para achá-la. Às vezes, já estamos há tanto tempo machucados que já nem nos lembramos mais do real motivo do nosso ressentimento. É importante lembrar que às vezes também precisamos de perdão, nem sempre o outro foi a causa de nossa mágoa. Às vezes cometemos erros e nos culpamos demais, por isso é importante identificar a causa da sua mágoa. Então tente descobrir qual é a causa desse sentimento conflitante: você pode ter fracassado, perdido uma oportunidade por causa de alguém, ou alguém pode ter sido cruel com você, te ofendido ou até mesmo te agredido, etc., independente da razão, tente identificar a raiz de sua dor.

    2. Reconheça que você tem emoções dolorosas:

    O que você está sentindo? Tristeza, culpa, raiva, solidão? Pode ser até mesmo algo mais profundo que isso, como ódio, aversão, ciúmes ou depressão? Isso tudo faz parte de um mecanismo de defesa que está bem enterrado em algum lugar do seu inconsciente, é necessário deixar que essas emoções fluam e que você reconheça e expresse o que estiver sentindo. Escreva em uma folha todas as emoções negativas que você está sentindo, se acha que não consegue fazer isso sozinho, procure um psicoterapeuta. Não julgue a si mesmo, lembre-se que isso tudo faz parte do processo e mesmo que seja doloroso, é necessário que sinta essas emoções para que se livre do fardo pesado que está carregando.

    3. Perdoe a si mesmo:

    O perdão começa de dentro para fora. Lembre-se de que a culpa não é sua, não se sinta culpado por alguém ter te machucado. Só porque você estava envolvido não implica que você tenha sido o culpado por tudo o que aconteceu, perdoar a si mesmo é essencial para conseguir liberar o perdão. Apenas se perdoando você será capaz de se livrar das emoções negativas que estão associadas à dor causada pela outra pessoa.

    4. Tenha empatia:

    Deixe o fluxo da empatia fluir em sua vida. Em primeiro lugar seja empático consigo mesmo, em seguida, tente aos poucos ter empatia pela pessoa que o magoou. Tente entender suas motivações, emoções, circunstâncias, tente entender o porquê dela ter agido de tal forma. Você precisa desafiar a si mesmo e se colocar no lugar dessa pessoa para conseguir ver a situação a partir da perspectiva dela.

    5. Perdoe:

    Compaixão e empatia se materializam em ações quando você esquece o problema e parte para a solução. Sinta-se livre para perdoar essa pessoa. Você é capaz de perdoá-la agora que já se perdoou e viu as coisas por outra perspectiva. Não vale a pena continuar carregando esse peso. Lembre-se de que o perdão é a melhor coisa que alguém pode receber, então perdoe e se livre desse fardo!

    6. Tenha gratidão:

    O perdão é uma das formas mais poderosas de crescimento pessoal, tanto para quem perdoa quanto para quem é perdoado. Muitas pessoas que foram perdoadas concordam que esse gesto as libertou e mudou as suas vidas de forma positiva. Quando você se livra do fardo da mágoa e de todas as energias negativas que estão associadas a esse sentimento, você adquire a paz e a liberdade necessária para viver uma versão melhor de si mesmo. Você também passa a transmitir essa energia para as pessoas ao seu redor.

    7. Se permita amar novamente:

    O perdão permite que possamos amar novamente. Agora que você finalmente conseguiu liberar o perdão, seu coração poderá se encher de amor. Você está mais forte, porque sabe que é capaz de amar a si mesmo e aos outros, não importa qual foi a magnitude das transgressões sofridas no passado, agora você tem uma das melhores habilidades que um ser humano pode desenvolver: o perdão.
    Fonte: Raquel Lopes


quarta-feira, 22 de junho de 2016

CÂIMBRAS – CAUSAS, SINTOMAS E TRATAMENTO

câimbras
AUTOR: DR. PEDRO PINHEIRO


A câimbra, ou cãibra, é um espasmo ou contração involuntária do músculo, normalmente muito dolorosa, que pode durar de alguns segundos até vários minutos. A câimbra pode atingir um ou mais músculos de uma vez, sendo os episódios mais comuns nos músculos da perna ou dos pés.
Neste texto explicaremos o que é a câimbra, por que ela surge e como fazer para evitar o seu aparecimento. Abordaremos temas como câimbras noturnas, câimbras nas pernas, câimbras em grávidas, banana para câimbras, etc.

O QUE É A CÂIMBRA?

A maioria dos nossos grandes grupamentos musculares funciona de forma voluntária, ou seja, contraem e relaxam de acordo com a nossa vontade. Quando um ou mais músculos se contraem subitamente de forma involuntária, chamamos de espasmo muscular. Se o espasmo for intenso e persistente, damos o nome de câimbra.
A câimbra é, portanto, uma contração muscular súbita,  não desejada, dolorosa e não reversível espontaneamente. Quando o seu pé sofre uma câimbra e se contrai todo, não adianta simplesmente tentar relaxá-lo com a “força da mente”, é preciso ir lá com as mãos e reverter a contração à força.
As cãibras musculares são extremamente comuns. Estima-se que até 95% das pessoas irá experimentar uma cãibra em algum momento da sua vida. As cãibras são mais comuns em adultos do que em crianças e vão se tornando cada vez mais frequentes conforme o indivíduo envelhece.
Qualquer músculo de controle voluntário pode apresentar essas contrações. Os mais comuns são:
– Panturrilhas (batata da perna).
– Músculos anteriores e posteriores da coxa.
– Pés.
– Mãos.
– Pescoço.
– Abdômen.

CAUSAS DAS CÂIMBRAS

Acredita-se que a causa básica da câimbra seja uma hiperexcitação dos nervos que estimulam os músculos. Esta alteração nos nervos pode ser provocada por:
– Atividade física vigorosa (câimbra pode ocorrer durante ou após o esforço físico).
– Desidratação (importante causa em idosos e em quem usa diuréticos) – (leia: Quantos litros de água devemos beber por dia?).
– Alterações hidreletrolíticas, principalmente depleção de cálcio e magnésio.
– Gravidez (normalmente a câimbra é secundária a níveis baixos de magnésio) – (leia: 20 PRIMEIROS SINTOMAS DE GRAVIDEZ).
– Fratura óssea (como autoproteção, os músculos ao redor da lesão se contraem involuntariamente).
– Alterações metabólicas como diabetes, hipotireoidismo, alcoolismo e hipoglicemia.
– Doenças neurológicas, como doença de Parkinson, doenças do neurônio motor ou doenças primárias dos músculos (miopatias).
– Insuficiência venosa e varizes nas pernas (leia: VARIZES | Causas e Tratamento)
– Longos períodos de inatividade (ficar sentado em posição inadequada, por exemplo).
– Alterações estruturais, como pé chato e o genu recurvatum (hiperextensão do joelho).
– Hemodiálise (leia: COMO É A SESSÃO DE HEMODIÁLISE).
– Cirrose hepática (leia: CIRROSE HEPÁTICA | Sintomas e causas).
– Deficiência de vitamina B1, B5 e B6 (leia: MITOS E VERDADES SOBRE VITAMINAS).
– Anemia (leia: 7 SINTOMAS DE ANEMIA).
Muito se comenta sobre a depleção de potássio como causa de câimbras. Na verdade, a hipocalemia (baixos níveis sanguíneos de potássio) pode até causar contrações involuntárias, mas seu principal sintoma é fraqueza ou paralisia muscular. Alterações dos níveis de cálcio ou magnésio são causas mais importantes e comuns de câimbras do que a falta de potássio.
Algumas drogas podem ser a causa das câimbras:
– Diuréticos, principalmente a furosemida (Lasix®).
– Donepezila (usado na doença de Alzheimer).
– Neostigmina (usada na miastenia gravis).
– Raloxifeno (usado para osteoporose e câncer de mama).
– Remédios para hipertensão, principalmente a nifedipina (Adalat®).
– Broncodilatadores para asma, como Salbutamol.
– Remédios para colesterol, como o clofibrato e lovastatina (leia: REMÉDIOS PARA BAIXAR O COLESTEROL ALTO).
Em pessoas acima dos 60 anos, câimbras frequentes podem ser sinal de aterosclerose, processo de obstrução dos vasos por placas de colesterol, que leva à diminuição do aporte sanguíneo para determinado grupamento muscular (leia: COLESTEROL BOM (HDL) E COLESTEROL RUIM (LDL)).
Nas grávidas, as cãibras podem ser causadas pelo ganho de peso adicional (que impõe estresse aos músculos das pernas) e por alterações na circulação sanguínea e no aporte de sangue aos músculos. A pressão do bebê que está crescendo no útero também pode atuar sobre os nervos e vasos sanguíneos que vão em direção às pernas, facilitando o aparecimento das câimbras.
Um quadro de câimbras generalizadas pode ocorrer nos pacientes com tétano, sendo esta doença uma emergência médica, pois pode afetar até os músculos responsáveis pelos movimentos respiratórios e levar o paciente ao óbito. Felizmente, com a vacinação em massa da população, o tétano tornou-se uma doença pouco comum. Falamos detalhadamente sobre tétano neste artigo: TÉTANO | Vacina e sintomas.

CÂIMBRAS NOTURNAS NAS PERNAS

Cãibras noturnas são um evento extremamente comum, mas que, curiosamente, são raramente reportadas aos médicos. Por motivos diversos, muitos pacientes acabam não procurando ajuda médica, preferindo usar tratamentos caseiros para câimbras, que muitas vezes não são efetivos.
As câimbras noturnas estão presentes em quase 50% das pessoas com idade superior a 50 anos. Boa parte desses pacientes relatam ter esses sintomas, pelo menos, três vezes por semana.
As câimbras durante o sono atacam de forma súbita e acometem tipicamente os músculos dos membros inferiores, geralmente pé, coxa ou panturrilha. As contrações duram de segundos a vários minutos, e são aliviadas por um alongamento dos músculos afetados. A maioria dos indivíduos tem câimbras nas pernas apenas durante a noite, permanecendo livres de contrações involuntárias durante o dia.
A causa para as câimbras noturnas nas pernas costuma ser uma daquelas já descritas no tópico anterior. É importante prestar bastante atenção às medicações que o paciente usa, principalmente os anti-hipertensivos, diuréticos e drogas para o colesterol, que são frequentemente prescritas para idosos.
Em muitos casos, porém, a câimbra noturna é idiopática, ou seja, não apresenta causa identificável. São indivíduos que habitualmente têm história familiar de câimbras e que, por mais que se investigue, não conseguimos detectar nenhum tipo de alteração que justifique o quadro.

COMO EVITAR AS CÂIMBRAS?

Para se evitar a câimbra deve ser realizada uma boa sessão de alongamento antes e após exercícios, principalmente para indivíduos sedentários. Também são importantes uma boa hidratação antes, durante e depois do esforço. Se possível, evite exercícios físicos em dias muito quentes.
Pessoas sedentárias costumam ter mais câimbras, por isso, manter-se ativo costuma ser uma boa solução para preveni-las.
Nos pacientes com câimbras noturnas nas pernas, recomenda-se um programa de alongamento de 15 minutos antes de dormir, dar preferência para alimentos ricos em cálcio e magnésio, manter uma boa hidratação ao longo do dia e evitar o sedentarismo. Algumas pessoas precisam de sapatos especiais que evitam contrações involuntárias e câimbras nos pés.
Os alongamentos parecem ser o melhor método para prevenir câimbras, principalmente quando estas ocorrem nas pernas. É importante salientar que não vai ser de um dia para o outro que o alongamento trará resultados. É preciso, pelo menos, algumas semanas com alongamentos diários para o músculo ter mais resistência às contrações involuntárias.
Outra opção para os pacientes sedentários com câimbras noturnas é praticar bicicleta ergométrica por alguns minutos antes de dormir. Deixar o lençol solto, sem prendê-lo na cama também ajuda porque mantém os pés livres. O lençol preso pode ficar forçando a flexão ou extensão dos pés, favorecendo a ocorrência das contrações involuntárias.
Hidratação adequada e alongamentos frequentes resolvem os problemas da maioria das pessoas com câimbras idiopáticas. O melhor modo de controlar o grau de hidratação do corpo é através da cor da urina. Pessoas desidratadas apresentam urina muito amarelada e normalmente com cheiro forte, enquanto que um corpo hidratado produz urina clara e sem cheiro (leia: URINA COM CHEIRO FORTE). Quem tem câimbras frequentes deve evitar excesso de álcool e cafeína, pois ambas são substâncias diuréticas, que favorecem a desidratação.
Existem alguns medicamentos, como vitamina E, complexo B, verapamil, diltiazem, cloroquina e gabapentina que podem ajudar em casos específicos, mas que só devem ser tomados após avaliação médica.
Água tônica possui pequenas quantidades de quinina uma substância que também parece prevenir câimbras. Existem relatos de melhora das cãibras noturnas após alguns dias ingerindo água tônica à noite.
Nos pacientes com problemas de saúde que propiciam o surgimento das câimbras, como varizes, lesões ortopédicas, anemia, excesso de medicações, etc., o tratamento deve ser direcionado à causa, quando possível.

BANANA EVITA CÂIMBRAS?

Essa história da banana é um pouco confusa. A fruta é rica em potássio, carboidratos (glicose) e água. Durante o esforço físico existe uma grande demanda dos músculos por energia (glicose). Depois de algum tempo de exercício, o músculo gasta suas reservas de glicose e passa a utilizar outros meios para gerar energia. Uma das causas de câimbras é o acumulo de ácido láctico, que é o “lixo” metabólico após a geração de energia com baixa utilização de glicose. Uma boa hidratação ajuda a “lavar” esse excesso de ácido láctico da circulação e evita as câimbras.
Portanto, teoricamente, a banana ajuda porque repõe os níveis de potássio, hidrata e fornece energia (glicose) para os músculos. Isso é verdade para câimbras induzidas por exercício. Porém, essa dica não funciona com muita gente. A resposta parece ser individual, mas como banana não faz mal a ninguém, não custa testar.

CÂIMBRAS NA HEMODIÁLISE

Pacientes com insuficiência renal em hemodiálise são um caso à  parte. A câimbra é um sinal de redução do fluxo sanguíneo para o músculo acometido. Em geral, ocorre por retirada excessiva de líquidos durante as sessões de hemodiálise ou por doses elevadas de anti-hipertensivos. Pacientes com câimbras que não usam anti-hipertensivos devem aumentar seu peso seco (peso após a sessão de hemodiálise). Aqueles com câimbras, mas que usam remédios para hipertensão, devem tentar suspendê-los ou reduzir a dose, mesmo que a pressão ainda esteja mal controlada.
Para saber mais sobre a hemodiálise, leia: O QUE É HEMODIÁLISE.

TRATAMENTO DAS CÂIMBRAS

Quando as câimbras atacam, a primeira atitude é tentar reverter imediatamente as contrações alongando o membro acometido. Mobilize com as mãos (ou com a ajuda do chão ou da parede) os músculos na direção contrária a que eles estão contraindo, até que a dor e o espasmo desapareçam. Uma massagem suave e compressas de água quente nos músculos acometidos ajudam a relaxar a musculatura.
No momento das câimbras, não é preciso tomar nenhum remédio. Uma vez que a cãibra tenha desaparecido, basta hidratar-se e descansar para evitar recaídas.

Veja no vídeo abaixo como fazer na hora da câimbra:

Você sofre por causa das câimbras? Saiba o que fazer!



domingo, 19 de junho de 2016

Festa junina 2016

A comunidade do Jardim Igapó preparando as barracas para a Tradicional festa junina, parabéns à todos que ajudaram de alguma forma, que Deus abençoe a todos!
Paz & Bem!