quarta-feira, 28 de julho de 2021

Se você realmente quer que algo aconteça, evite contar para os outros

 



Na vida estamos rodeados por uma grande variedade de pessoas, alguns são mais próximos do que outros, mas todos exercem alguma influência sobre nós . Embora seja verdade que muitas pessoas nos queiram bem, outras, por várias razões, podem nos influenciar negativamente.

As principais razões pelas quais não devemos comentar tudo o que queremos para as pessoas que nos rodeiam são:

Podemos gerar inveja nos outros, o que não é de todo recomendável, porque a inveja pode ser inofensiva, mas também pode desencadear no outro a necessidade de sabotar nossos planos de qualquer maneira possível.

Preocupar quem se importa conosco. A preocupação não é nem um pouco desejada para  aqueles que queremos bem, acabamos atraindo coisas negativas quando nos preocupamos e quando fazemos os outros se preocuparam com nós, isso pode nos inclinar a ver cenários negros onde antes só víamos cores brilhantes. Obviamente tudo acarreta um risco, mas devemos sempre esperar o melhor e agir com fé e esperança, e não com medo e preocupação.

Sentir-se pressionado por não conseguir fazer tudo o que comentamos. Falar para os outros sobre os nossos projetos, metas, planos, etc., pode ser estimulante, mas também pode ser estressante e, até mesmo um fator incapacitante. Talvez nos sintamos desmotivados mais tarde, quando a própria realização em si não irá mais surpreender ninguém, e a única pessoa que acaba se decepcionando somos nós mesmos.

Podemos receber comentários que nos desencorajem ou nos roubem a paixão. Muitas vezes, aqueles que nos rodeiam são especialistas em nos fazer duvidar e promover a falta de confiança em nossas capacidades.

Lembre-se que os pensamentos vêm à vida, viajando energias, orações são poderosas, por isso tome cuidado o que dizemos e que fazemos isso . Muitas vezes as pessoas que menos esperar são aqueles que recebem as mensagens e ações piores efeitos gerados em nós. Aprenda a arrumar as coisas, especialmente aqueles importante, pelo menos para o ponto onde não é nenhuma possibilidade de um retorno. Se nós escutamos nossos corações, a opinião ou a aprovação de qualquer um não é necessário.

 Evitamos o risco de acabar nos decepcionando. Às vezes ficando na expectativa da reação de alguém quando você diz algo que considera importante e acaba recebendo uma resposta totalmente distinta da expectativa que estava criando, podendo fazer com que você fique desapontado com essa pessoa.

Fonte: https://psiconlinews.com/2017/04/se-voce-realmente-quer-que-algo-aconteca-evite-contar-para-os-outros.html, acesso em 28 de jul 2021 as 10:18hrs





Você sabe como nos apaixonamos? E quando a paixão se torna amor? Entenda

 


amor se constitui a partir de experiências de atração, que envolve o fascínio e a admiração pela grande maioria das qualidades do outro.

As qualidades implicam os atributos físicos e psíquicos, as capacidades relacionais, a intelectualidade, a maneira em que o outro conduz seus projetos profissionais, como vivencia a sexualidade, a maneira de agir e posicionar-se, a energia que transmite, de tal forma em que há pessoas que não tem como não se destacarem. Na atração ocorre este fascínio pelo outro em que as suas qualidades se impõem como atraentes, em que há vontade de conhecer mais.

Contudo, o amor não se reduz a tais experiências, acontece a partir delas. Na relação amorosa ocorre a constituição de um futuro em comum, de projetos compartilhados e vivenciados, onde essas pessoas acabam entrelaçando seus futuros. Pode começar por compartilhamento de projetos profissionais, projeto de ser pai, de ser mãe, e outras tantas experiências que acabam extrapolando a simples atração.

Importante que cada membro tenha sua identidade própria e independência, não tornando-se dependente demais do parceiro, e continuando a desenvolver seus projetos pessoais. Nos relacionamentos bem sucedidos o casal evita que os pensamentos e sentimentos negativos se sobreponham aos positivos, e acontece o exercício da aceitação integral do outro, tendo presente que nenhum parceiro será perfeito e irá suprir todas as expectativas.

Nos relacionamentos amorosos torna-se importante que o casal estabeleça objetividade na maneira de comunicar-se, resolvendo situações conflituosas e problemas que afetam o cotidiano da relação. A forma do relacionamento precisa pautar-se na reciprocidade, em que as expectativas de ambos sejam consideradas no relacionamento, e o afeto seja vivenciado com comprometimento e compromisso recíproco.

Nos relacionamentos estáveis e duradouros os casais conseguem se complementarem e se adaptarem construindo um modelo de funcionamento conjugal único. Importante que no casamento ocorra a individuação e diferenciação do casal em relação a família de origem, não rompendo o relacionamento com tais familiares, mas transcendendo e mantendo sua própria identidade e unidade de casal. Cada pessoa reconstrói sua realidade individual partindo de referências comuns e de uma identidade conjugal.

Nas relações amorosas torna-se importante o desenvolvimento de limites e fronteiras que protejam o casal da intrusão de outros membros, construindo uma plataforma de suporte para lidar com o estresse intra e extra familiar, proporcionando satisfação de suas necessidades psicológicas, incluindo atividades de lazer realizadas pelo casal, como passeios e viagens.

Torna-se fundamental admiração, paixão, interesses e projetos em comum, compromisso recíproco, afetividade, respeito e amor compartilhado. De acordo com Maslow, os casais felizes são autossuficientes e independem do meio externo para valorização. Ambos sentem admiração e exaltam o sucesso e as conquistas do outro, pois possuem profundo senso de segurança, autonomia e sentimentos de autovalorização.

Fonte: https://psiconlinews.com/2017/11/voce-sabe-como-nos-apaixonamos-e-quando-a-paixao-se-torna-amor-entenda.html, acesso em 28/07/2021 as 09:51hr.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Análise da exigência de vacinação do empregado contra a Covid-19 pelo empregador.

 

Jorge Batalha Leite

FonteJota
Data original da publicação: 31/12/2020

Há ampla maioria que aguarda ansiosamente pela chegada de vacinas que possam pôr fim à necessidade do imperativo distanciamento social e permitam o retorno, ao menos gradativo, ao velho normal e a uma boa aglomeração. Para estes, eu incluso, não só optarão por se vacinar como o farão o quanto antes possível.

Ocorre que haverá sempre um pequeno grupo que escolherá não tomar vacinas pautado em teses sem qualquer lastro em fatos ou análise com base científica. Aliás, ao considerar que beirando o ano de 2021 ainda existem pessoas que acreditam que a Terra é plana essa situação infelizmente não deveria surpreender.

A questão é: o empregador pode obrigar o empregado a tomar a vacina da Covid-19?

Antes de tudo algumas premissas. A vacina já estará aprovada pela Anvisa, será gratuita ou sem custo ao empregado, e ele não se encontra dentre aqueles grupos não testados ou com restrição ao uso, tais como grávidas, crianças e pessoas com alergia a algum dos insumos utilizados. O empregado modelo deste artigo se enquadra dentro do público alvo, sem restrições que não a sua própria convicção.

De pronto o argumento contrário em que é necessário pôr uma pá de cal é o que prega que o risco de não se vacinar é exclusivo ao indivíduo que opta por assim agir, de modo que é apenas a sua própria integridade que em tese se está colocando em perigo.

Nada mais equivocado. A vacinação é antes de tudo um instrumento de saúde coletivo. A medicina, tal qual o direito, não é pautada por exatidão matemática, de modo que se trabalha com instrumentos com certo grau de imprecisão, inexistindo vacina 100% eficaz que a todos proteja ou que se possa garantir que não gerará nunca efeitos adversos graves.

Ocorre que o risco que se coloca entre vacinar e não se vacinar é completamente dissonante. Tome-se como exemplo a vacina conhecida como Sabin (para poliomielite com vírus atenuado) – há o risco de um caso para cada 01 milhão de doses aplicadas de causar poliomielite paralítica associada à vacina[1] ou ainda o da vacina da febre amarela que segue estatística similar[2].

Isso para vacinas que utilizam vírus atenuado (ou seja, “vivo”[3]). As que estão sendo desenvolvidas e em estágio avançado contra a Covid-19 não utilizam esta técnica, mas sim outras ainda mais seguras (vírus inativado – Coronavac; vetor viral – Astrazeneca/Oxford e Sputink V; RNA – Pfizer e Moderna).

Por outro lado, quando a cobertura vacinal cai, o risco do contágio aumenta exponencialmente como comprovam os surtos de sarampo em Roraima e no Amazonas. Em 2015 a cobertura era de 96%, tendo baixado para 84% em 2017[4].

Assim, vacinar-se é uma questão de saúde pública para controle epidemiológico, pois considerando que a vacina em alguns casos não surte efeitos, bem como que há determinados grupos que não podem ser vacinados em situações particulares (crianças, idosos, grávidas ou imunodeprimidos dependendo de qual o imunizante) é extremamente importante que todos aqueles que possam ser imunizados assim o façam para garantir uma proteção coletiva (a tão falada imunidade de rebanho).

Retomemos ao tema específico.

A Constituição Federal disciplina que é direito do trabalhador a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança (art. 7º, XXII da CF), de modo que não é de difícil intelecção que o ambiente de trabalho deve, dentro do tanto quão possível, ser seguro.

A CLT normatiza no seu capítulo V (Da Segurança e da Medicina do Trabalho) que cabe às empresas cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho, bem como instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais (art. 157, I e II), cabendo aos empregados observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive as instruções constantes nas ordens de serviços emitidas pelo empregador (art. 158, I).

Já no período pandêmico e compondo a legislação de emergência a Lei 13.979 de 6 de fevereiro de 2020 coloca dentre as possibilidades de enfrentamento a determinação de realização compulsória de vacinação e outras medidas profiláticas (art. 3º, III, “e”).

Não se trata de comando novo no âmbito do direito positivo brasileiro. Rememore-se que a Lei 6.259 do já razoavelmente distante ano de 1975 e que dispõe sobre a organização das ações de Vigilância Epidemiológica e sobre o Programa Nacional de Imunizações consagra em seu artigo 3º vacinações de caráter obrigatório[5].

Nesse norte, o empregador pode se valer do seu poder diretivo e regulamentar para impor a apresentação de comprovante de vacinação contra a Covid-19 do seu empregado.

Sobre o tema merece menção as disposições pertinentes que constam na Norma Regulamentar 32 cuja aplicação, muito embora voltada aos profissionais que atuam em serviço de saúde, podem servir de baliza. Assinala que sempre que houver vacinas eficazes contra outros agentes biológicos a que os trabalhadores estão, ou poderão estar, expostos, o empregador deve fornecê-las gratuitamente, sendo que deve assegurar que os trabalhadores sejam informados das vantagens e dos efeitos colaterais, assim como dos riscos a que estarão expostos por falta ou recusa de vacinação, devendo, nestes casos, guardar documento comprobatório e mantê-lo disponível à inspeção do trabalho[6].

Importante o destaque no sentido de que a obrigatoriedade não se confunde com vacinação forçada. O Supremo Tribunal Federal firmou em 17/12/2020 nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 6586 e 6587, que versam sobre a vacinação contra a Covid-19, e do Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1267879, em que o ponto de debate é a recusa à imunização por convicções filosóficas ou religiosas as seguintes teses:

  • ARE 1267879 (com repercussão geral): “É constitucional a obrigatoriedade de imunização por meio de vacina que, registrada em órgão de vigilância sanitária, tenha sido incluída no plano nacional de imunizações; ou tenha sua aplicação obrigatória decretada em lei; ou seja objeto de determinação da União, dos estados, do Distrito Federal ou dos municípios com base em consenso médico-científico. Em tais casos, não se caracteriza violação à liberdade de consciência e de convicção filosófica dos pais ou responsáveis, nem tampouco ao poder familiar”.
  • ADIs 6586 e 6587I) A vacinação compulsória não significa vacinação forçada, facultada a recusa do usuário, podendo, contudo, ser implementada por meio de medidas indiretas, as quais compreendem, dentre outras, a restrição ao exercício de certas atividades ou à frequência de determinados lugares, desde que previstas em lei, ou dela decorrentes, e tenham como base evidências científicas e análises estratégicas pertinentes, venham acompanhadas de ampla informação sobre a eficácia, segurança e contraindicações dos imunizantes, respeitem a dignidade humana e os direitos fundamentais das pessoas; atendam aos critérios de razoabilidade e proporcionalidade; e sejam as vacinas distribuídas universal e gratuitamente(IITais medidas, com as limitações expostas, podem ser implementadas tanto pela União como pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios, respeitadas as respectivas esferas de competência.

Dessa forma, o empregado reticente que mesmo instado a tanto opta por não se vacinar pode ter o seu contrato de trabalho rompido por justa causa.

Não bastasse todo o exposto observe-se que a Norma Regulamentar 01 dispõe no seu item 1.4.2 que cabe ao trabalhador cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho, inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador, sendo que constitui ato faltoso a recusa injustificada do empregado ao seu cumprimento.

Dessa forma, o ente patronal no exercício do poder fiscalizatório pode aplicar a penalidade máxima da ruptura motivada nos termos do artigo 482, alínea “h”, da CLT (ato de indisciplina). Como consequência o laborista perderá o direito ao aviso prévio, 13º salário, férias proporcionais +1/3, multa de 40% do FGTS e guias para soerguimento do Fundo de Garantia e requisição do seguro desemprego.

A propósito, tendo ciência o empregador da recusa de participar do programa de vacinação em massa há o dever de adotar reprimenda, pois não o fazendo estará colocando em risco os demais empregados que se encontram no mesmo ambiente laboral e se sujeitando em pior cenário a eventual reparação de danos de outros trabalhadores que venham a se contagiar em virtude deste fato.

Notas

[1] Disponível em: <https://www.cedipi.com.br/2013/01/vacina-poliomielite/>. Acesso em 22 de dezembro de 2020, às 13:50.

[2] Disponível em: Organização Pan-Americana da Saúde – <https://cutt.ly/qhMkt1W>. Acesso em 21 de dezembro de 2020, às 22:00.

[3] Vírus não é um ser vivo, mas é uma expressão consagrada que para fins didáticos facilita a compreensão.

[4] Disponível em: <https://revistapesquisa.fapesp.br/as-razoes-da-queda-na-vacinacao/#:~:text=Uma%20consequ%C3%AAncia%20da%20redu%C3%A7%C3%A3o%20no,retorno%20da%20infec%C3%A7%C3%A3o%20ao%20pa%C3%ADs>. Acesso em 21 de dezembro de 2020, às 23:00.

[5] Art. 3º Cabe ao Ministério da Saúde a elaboração do Programa Nacional de Imunizações, que definirá as vacinações, inclusive as de caráter obrigatório. Parágrafo único. As vacinações obrigatórias serão praticadas de modo sistemático e gratuito pelos órgãos e entidades públicas, bem como pelas entidades privadas, subvencionadas pelos Governos Federal, Estaduais e Municipais, em todo o território nacional.

[6] Disponível em: <http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr32.htm>. Acesso em 22 de dezembro de 2020, às 14:00.

Jorge Batalha Leite é Juiz do Trabalho no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região deste 2018, tendo atuado previamente como Magistrado na 15ª Região desde 2016 e como assessor de desembargador do Trabalho de 2009 até o seu ingresso na magistratura.

Fonte: http://www.dmtemdebate.com.br/a-vacina-e-a-relacao-de-emprego/, acesso as 09:39 do dia 15 jan 2021.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Como responder a um insulto de forma inteligente, de acordo com os estoicos

 


Sêneca disse que, um dia, enquanto Cato visitava os banheiros públicos, ele foi empurrado e espancado. Quando interromperam a luta, ele se recusou a aceitar um pedido de desculpas do agressor dizendo: “Eu nem lembro de ter sido atingido“.
Embora seu comportamento possa parecer estranho para nós, Cato simplesmente decidiu não se apegar ao que aconteceu. Ele não ficou preso em humilhação, frustração ou raiva, mas rapidamente virou a página. Ele escolheu agir em vez de apenas reagir. Ele escolheu recuperar o controle da situação e responder de forma mais madura. Ele escolheu ser fiel aos princípios do estoicismo, que nos ensinam como responder a um insulto de forma inteligente.

Insultos desencadeiam uma intensa resposta emocional

Todos, em maior ou menor grau, já provaram o gosto amargo dos insultos. Não é agradável. Não há dúvida. Mas responder com raiva, frustração ou mesmo agressividade é tão inútil quanto tomar veneno esperando prejudicar outra pessoa. Quando palavras tolas vibram ao nosso redor, precisamos aprender a dar respostas inteligentes aos insultos, para o nosso próprio bem-estar psicológico.

O principal obstáculo, no entanto, é o nosso cérebro emocional. Quando ouvimos um insulto, geralmente reagimos automaticamente, tornando-nos defensivos. Ficamos com raiva e estressados, por isso não devemos apenas lidar com o insulto, mas também com as emoções desagradáveis ​​que ele gerou.

Para parar este mecanismo, devemos entender que o cérebro emocional não funciona racionalmente. Preenchemos os espaços em branco e logo tiramos conclusões, independentemente de ter fundamento ou não.

Para responder a um insulto de forma inteligente, precisamos evitar um sequestro emocional. Em vez de deixar as emoções assumirem o controle, temos que ativar nosso pensamento lógico, concentrando-nos nos fatos.

O sequestro emocional ocorre quando consideramos o insulto como um ataque ao nosso ego. Então a amígdala reage como se estivéssemos em perigo e paramos de se comportar racionalmente. Em vez disso, precisamos estar cientes de que a linha entre um insulto e uma crítica construtiva pode se tornar muito boa e subjetiva.

De fato, Epícteto pensava que o insulto não é o agressor, seus atos ou palavras, mas nosso julgamento sobre o que aconteceu. É uma coisa difícil de digerir, mas, para sermos insultados, devemos permitir que esse insulto se estabeleça em nós. Este filósofo acrescentou: “Ninguém pode prejudicá-lo sem o seu consentimento, você será ferido no momento em que lhe permitir prejudicá-lo“.

Os 3 filtros dos estoicos para avaliar os insultos

Os estoicos sugeriram que antes de responder a um insulto, passemos por essas três peneiras:

    1. Veracidade Se nos sentimos insultados, Sêneca sugere que paremos por um momento para considerar se as palavras são verdadeiras. Se alguém está se referindo a uma de nossas características, por exemplo, não é um insulto, independentemente do tom usado, é apenas um ponto óbvio. Se não queremos que isso aconteça novamente, talvez devêssemos fazer algo para mudar essa característica, ou apenas aceitá-la, para que ela não se torne um ponto sensível que nos faça pular toda vez que alguém a tocar.
    2. Nível de informação O próximo passo que devemos dar para responder a um insulto de maneira inteligente vem da mão de Epíceto, que nos recomenda avaliar se nosso interlocutor está pelo menos bem informado. Se for uma pessoa informada, devemos valorizar o que ele está dizendo, mesmo que a princípio nos cause rejeição ou não caia em nossa cosmovisão. Talvez ele esteja certo. Se não for uma pessoa informada, que não sabe do que está falando, nós simplesmente não devemos levar em conta sua opinião ou ficar com raiva disso.
    3. Autoridade O último filtro pela qual devemos passar um “insulto” é avaliar sua origem. Se estamos aprendendo a tocar piano e o suposto “insulto” vem do nosso mestre de piano, talvez seja uma crítica construtiva que devemos ouvir, em vez de ficar com raiva.
    4. Seja melhor do que quem te insulta

      Marco Aurélio, proeminente imperador romano e estoico, pensava que não deveríamos conceder àqueles que nos insultam a possibilidade de manipular nossas emoções. Ele escreveu: “A melhor vingança é não ser como aquele que machucou você“.

      Sêneca, por outro lado, pensava que a raiva sempre dura mais do que a dor, por isso não faz sentido ficar com raiva de um insulto. Não devemos permitir que esse insulto arruíne nosso dia ou dê mais importância do que merece.

      Ele escreveu: “Uma grande mente despreza as queixas feitas a ela; A maior forma de desdém é considerar que o adversário não é digno de vingança. Quando se vingam, muitos levam muito a sério pequenas humilhações. Uma grande e nobre pessoa é aquela que, como um grande animal selvagem, escuta impassível as pequenas maldições que lhe são lançadas”.

      Ignorar o insulto de alguém é a maneira mais poderosa de reagir porque demonstra autocontrole e nos impede de cair no jogo. A chave é levar um momento antes de reagir. Respire, pense e depois decida o que fazer.

      Quando aumentamos o tempo entre o estímulo / insulto e nossa reação, podemos dar uma resposta mais reflexiva. Podemos recorrer à lógica e ir além da emoção inicial. Os estoicos não tinham nada contra as emoções, mas se é uma emoção indesejada que pode causar danos, é melhor deixá-la seguir seu curso e não segurá-la.

      Epiteto compartilhou essa ideia. Ele se perguntou: “Quem é invencível? Aquele que não pode ser perturbado por outra coisa senão sua decisão fundamentada.

      Isso significa que, se nos atacarem, não devemos nos defender? Claro que não. Mas se os estoicos tivessem a oportunidade de escolher, prefeririam que a paz fosse correta. Levantar-se acima dos insultos é uma postura mais madura que lhe permitirá proteger sua paz interior. Afinal, não faz muito sentido discutir com um tolo.

      Fonte: https://psiconlinews.com/2019/08/como-responder-a-um-insulto-de-forma-inteligente-de-acordo-com-os-estoicos.html 

quarta-feira, 18 de março de 2020

“As pessoas abandonarão a Igreja se a Igreja as abandonar durante a epidemia” diz secretário do Papa".

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“As pessoas abandonarão a Igreja se a Igreja as abandonar durante a epidemia” diz secretário do Papa".


Foi divulgada uma carta que o Padre Yoannis Lahzi Gadi, secretário do Papa Francisco, enviou a um grupo de sacerdotes. A carta, que foi aprovada pelo Papa, é um apelo a que todos os sacerdotes abandonem a epidemia do medo e comecem a agir segundo a lógica de Deus e não segundo a lógica dos homens: 
Quo vadis, Domine? (Senhor, para onde vais?)
É um episódio atribuído ao apóstolo Pedro que, segundo a tradição, fugiu de Roma para escapar das perseguições de Nero, teria encontrado Cristo, que carregava uma cruz nos ombros e ia na direcção de Roma. Pedro perguntou a Jesus: “Domine, quo vadis?” (Senhor, para onde vais?) E à resposta de Jesus: “Eo Romam iterum crucifigi.” (Vou a Roma para ser crucificado novamente.) Pedro compreendeu que tinha de voltar para Roma para enfrentar o martírio.
Pedro tinha, humanamente falando, todo o direito de escapar para salvar a sua vida da perseguição e talvez fundar outras comunidades e outras igrejas, mas, na realidade, de acordo com a lógica do mundo, as pessoas agiam como Satanás, ou seja, pensando como homens e não segundo Deus. Jesus, voltando-se, disse a Pedro:
“Vai-te da minha frente, Satanás, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens.” (Mc 8, 33).
Cristo, no Evangelho de João, ao falar do “Bom Pastor” e do mercenário, chama a Si mesmo de “Bom Pastor”, que não apenas cuida das ovelhas, mas conhece-as pessoalmente e dá, até, a vida por elas. Jesus é o “guia” seguro das pessoas que procuram o caminho que conduz a Deus e aos irmãos.
Na epidemia do medo que todos estamos enfrentando, por causa da pandemia de corona vírus, todos corremos o risco de nos comportarmos como mercenários e não como pastores.
Não podemos e não devemos julgar, mas vem-nos à mente a imagem de Cristo, que encontra Pedro assustado e iludido, não para o censurar mas para ir morrer em seu lugar. Pensamos em todas as almas amedrontadas e abandonadas porque nós, pastores, seguimos as instruções civis – o que é correcto e certamente necessário neste momento para evitar o contágio – mas corremos o risco de deixar de lado as instruções divinas – o que é um pecado.
Pensamos como homens e não segundo Deus, colocamo-nos entre os assustados e não entre os médicos, enfermeiros, voluntários, trabalhadores e pais da família que estão na linha de frente. Penso nas pessoas que vivem alimentando-se da Eucaristia, porque acreditam na Presença Real de Cristo na Sagrada Comunhão. Penso nas pessoas que agora devem ser contentar-se com seguir a transmissão da Missa em streaming. Penso nas almas que precisam de conforto espiritual e de se confessar. Penso nas pessoas que certamente abandonarão a Igreja, quando esse pesadelo acabar, porque a Igreja as abandonou quando precisavam.
É bom que as igrejas permaneçam abertas. Os padres devem estar na linha de frente. Os fiéis devem encontrar coragem e conforto olhando para os pastores. Os fiéis devem saber que, a qualquer momento, podem correr a refugiar-se nas igrejas e paróquias e encontrá-las abertas e prontas para os acolher. A Igreja deve ser chegar às pessoas também através de um “número verde” para o qual a pessoa possa ligar para ser consolada, pedir combinar uma confissão, para receber a Sagrada Comunhão comunicado ou para que seja dada a entes queridos.
Devemos aumentar as visitas às casas, casa por casa, usando todas as precauções necessárias para evitar o contágio; nunca nos fechando mas sim vigiando. Caso contrário, acontece que são entregues nas casas as refeições, as pizzas, mas não a Comunhão, especialmente a pessoas idosas, doentes e carentes. Acontece que supermercados, quiosques e tabacarias permanecem abertos, mas não as igrejas.
O Governo tem o dever de garantir cuidado e apoio material às pessoas, mas nós temos o dever de fazer o mesmo com as almas. Que nunca se diga: “Eu não vou a uma igreja que não me veio visitar quando eu precisava”.
Portanto, aplicamos todas as medidas necessárias, mas não nos deixamos condicionar pelo medo. Peçamos a Graça e a coragem de nos comportarmos segundo Deus e não segundo os homens!
Don Yoannis Lahzi Gadi

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

ENTENDA O CORONAVIRUS



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  • O que são coronavírus?

     Os coronavírus (CoV) compõem uma grande família de vírus, conhecidos desde meados da década de 1960, que receberam esse nome devido às espículas na sua superfície, que lembram uma coroa (do inglês crown). Podem causar desde um resfriado comum até síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome) e a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS, do inglês Middle East Respiratory Syndrome). Os vírus foram denominados SARS-CoV e MERS-CoV, respectivamente

  • O que é este novo coronavírus?

      Trata-se de uma nova variante do coronavírus, denominada 2019-nCoV, até então não identificada em humanos. Até o aparecimento do 2019-nCoV, existiam apenas seis cepas conhecidas capazes de infectar humanos, incluindo o SARS-CoV e MERS-CoV. Recomendamos evitar os termos “nova gripe causada pelo coronavírus” porque gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza.

  • Como este novo coronavírus foi identificado?


   O novo coronavírus foi identificado em investigação epidemiológica e laboratorial, após a notificação de casos de pneumonia de causa desconhecida entre dezembro/2019 e janeiro/2020, diagnosticados inicialmente na cidade chinesa de Wuhan, capital da província de Hubei. Centenas de casos já foram detectados na China. Outros casos importados foram registrados na Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Vietnã, Cingapura, Arábia Saudita e Estados Unidos da América; todos estiveram em Wuhan.

  • Qual a origem do surto atual? 


       A origem ainda não está elucidada. Acredita-se que a fonte primária do vírus seja em um mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan.

  • Os coronavírus podem ser transmitidos de animais para humanos? 


    Sim. Investigações detalhadas descobriram que o SARS-CoV foi transmitido de civetas (gatos selvagens) para humanos na China, em 2002, e o MERS-CoV de dromedários para humanos na Arábia Saudita, em 2012. Porém, existem vários coronavírus que causam infecção animal. Na maioria, infectam apenas uma espécie ou algumas espécies intimamente relacionadas, como morcegos, aves, porcos, macacos, gatos, cães e roedores, entre outros.

  • A transmissão do coronavírus acontece entre humanos?


    Sim. Alguns coronavírus são capazes de infectar humanos e podem ser transmitidos de pessoa a pessoa pelo ar (secreções aéreas do paciente infectado) ou por contato pessoal com secreções contaminadas. Porém, outros coronavírus não são transmitidos para humanos, sem que haja uma mutação. Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente.

  • Há transmissão sustentada do novo coronavírus? 


    Até agora, não há evidências. Está limitada a grupos familiares e profissionais de saúde que cuidaram de pacientes infectados. Também não há evidências de transmissão de pessoa a pessoa fora da China, mas isso não significa que não aconteça.

  • Qual é o período de incubação desta nova variante do coronavírus? 


     Ainda não há uma informação exata. Presume-se que o tempo de exposição ao vírus e o início dos sintomas seja de até duas semanas.

  • Quais são os sintomas de uma pessoa infectada por um coronavírus? 


     Pode variar desde casos assintomáticos, casos de infecções de vias aéreas superiores semelhante ao resfriado, até casos graves com pneumonia e insuficiência respiratória aguda, com dificuldade respiratória. Crianças de pouca idade, idosos e pacientes com baixa imunidade podem apresentar manifestações mais graves. No caso do 2019-nCov, ainda não há relato de infecção sintomática em crianças ou adolescentes.

  • Como ocorre o contágio e qual é a gravidade do novo coronavírus? 


     Não se sabe até o momento. Alguns vírus de transmissão aérea são altamente contagiosos, como o sarampo, enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o 2019-nCoV é transmitido de pessoa para pessoa. Até que tenhamos esta informação mais acurada, recomenda-se que as precauções e isolamentos sejam adotados. Quanto à gravidade, devemos acompanhar a evolução da epidemia. Pelos dados iniciais publicados, a estimativa inicial é de que a letalidade seja em torno de 3% (26 mortes em 912 casos), inferior à do SARS-CoV e do MERS-CoV.

  • Como é feita a confirmação do diagnóstico do novo coronavírus? 


    Exames laboratoriais realizados por biologia molecular identificam o material genético do vírus em secreções respiratórias.

  • Existe um tratamento para o novo coronavírus? 


    Não há um medicamento específico. Indica-se repouso e ingestão de líquidos, além de medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. Nos casos de maior gravidade com pneumonia e insuficiência respiratória, suplemento de oxigênio e mesmo ventilação mecânica podem ser necessários.

  • Como reduzir o risco de infecção pelo novo coronavírus? 


 Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas; 
 Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o        meio ambiente e antes de se alimentar;
 Usar lenço descartável para higiene nasal;
 Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
 Evitar tocar nas mucosas dos olhos; 
 Higienizar as mãos após tossir ou espirrar; 
 Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; 
 Manter os ambientes bem ventilados; 
 Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

  • Existe uma vacina para o novo coronavírus? 


    Como a doença é nova, não há vacina até o momento.

  • Tomei a vacina contra a gripe. Estou protegido contra o novo coronavírus?


     Não. A vacina da gripe protege somente contra o vírus influenza.

  • Estão contraindicadas as viagens para a China e para os países com casos importados? 


    Com base nas informações atualmente disponíveis, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda restrição de viagens ou comércio. Devemos acompanhar as recomendações, que são dinâmicas e podem mudar de um dia para outro.

  • Temos casos do novo coronavírus no Brasil? 


    Até o presente momento, não há casos suspeitos ou confirmados no país.

  • Qual é a definição de caso suspeito? 


    Febre acompanhada de sintomas respiratórios, além de atender a uma das duas seguintes situações: ter viajado nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas para área de transmissão local (cidade de Wuhan) ou ter tido contato próximo com um caso suspeito ou confirmado
Febre pode não estar presente em casos de alguns pacientes, como idosos, imunocomprometidos ou que tenham utilizado antitérmicos.

  • Qual é a orientação diante da detecção de um caso suspeito?


     Os casos suspeitos devem ser mantidos em isolamento enquanto houver sinais e sintomas clínicos. Paciente deve utilizar máscara cirúrgica a partir do momento da suspeita e ser mantido preferencialmente em quarto privativo. Profissionais da saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção). Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias, como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizada precaução por aerossóis, com uso de máscara profissional PFF2 (N95). Estas são as recomendações atuais do Ministério da Saúde.

  • Há risco de epidemia global? 


    Sim, mas não há motivo para pânico neste momento. O Comitê de Emergência da OMS declarou que é cedo para declarar a situação como emergência em saúde pública de interesse internacional neste momento, devido ao número limitado e localizado de casos e pelas medidas que já estão sendo tomadas para que o surto não se espalhe.

FONTES: Ministério da Saúde do Brasil / Organização Mundial da Saúde (OMS) / Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). 
*Documento elaborado pelos médicos infectologistas: Dr. Leonardo Weissmann, Dra. Tânia do Socorro Souza Chaves, Dr. Clóvis Arns da Cunha e Dr. Alberto Chebabo.

Documento pesquisado no site: https://portaldaurologia.org.br/medicos/wp-content/uploads/2020/01/Coronavirus_PR_24-01.pdf, acesso as 08:59 do dia 13 de fev 2020. 


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Quando você se permite o que merece, você atrai o que precisa


Vamos começar por propor uma pequena reflexão… O que você acha que você merece hoje? Talvez você tenha pensado em um merecido descanso. Em permitir que o tempo corra um pouco mais devagar, a fim de poder apreciar tudo ao seu redor. Aproveite o “aqui e agora”, sem stress, sem ansiedade.
É possível que também tenha pensado que merece “alguém que te ame”, que te aceite e te valorize. Talvez você esteja querendo apenas reconhecimento da parte daqueles por quem você fez e faz tanto.
Todos, no nosso interior, sabemos o que merecemos. No entanto, reconhecer isso é algo que às vezes nos custa porque achamos que pode se chegar a ser uma atitude egoísta.
Como dizer em voz alta coisas como “eu preciso de você para me amar”, “eu mereço ser respeitado”, “eu mereço ter liberdade e ter as rédeas da minha vida”? Na verdade, apenas nos diga.
Não devemos nos equivocar, porque priorizar a si um pouco mais não é uma atitude egoísta, é uma necessidade vital, é poder crescer internamente para ser feliz. Nós convidamos você a refletir conosco.
Quando você está ciente do que você merece e, finalmente, você se concede isso, e aprende a priorizar-se um pouco mais, chegará a ti o que necessitas na realidade. Não é mágica, nem o universo tecendo suas leis de atração. É nossa vontade de ser feliz, de tomar conta de nossas vidas …

Atitudes limitantes

Muitos de nós tendem a desenvolver muitas atitudes limitantes ao longo da vida. São crenças por vezes inculcadas durante a nossa infância, ou até mais tarde desenvolvidas com base em certas experiências. São aqueles pensamentos expressos em frases como “Não valho nada”, “Não sou capaz de fazer isso, vou falhar”, “Por que tentar se as coisas sempre derem errado?” …
Uma infância complicada com pais que nunca nos deram segurança, ou mesmo relações emocionais baseadas na manipulação emocional, geralmente nos limitam quase de maneira decisiva. Nós nos tornamos frágeis por dentro e vamos pouco a pouco, desgastando nossa auto-estima.
Reestruture suas crenças. Você é mais do que suas experiências, você não é o único que te machucou ou que levantou muros para privá-lo de sua liberdade. Você merece avançar, você merece ler em seu interior e reconhecer seu valor, sua capacidade de estar “apto” na vida e acima de tudo, feliz …

O que você merece, o que você precisa

O que nós merecemos e o que precisamos está tão perto quanto o elo de uma corrente. Vamos dar um exemplo: “Eu preciso de alguém que me ame”. É um desejo comum. No entanto, começaremos alterando a palavra “PRECISO” para “MEREÇO”.
Você merece alguém que possa ler suas tristezas, alguém que ouça suas palavras, que saiba decifrar seus medos e seja o eco de suas risadas. Por que não? Ao mudar a palavra precisar por merecer, eliminamos esse laço de apego tóxico que às vezes desenvolvemos em nossos relacionamentos afetivos.
“Se precisamos de algo para ser feliz nos tornamos cativos das nossas próprias emoções”
Comece com você mesmo Seja a pessoa que você gostaria de ter ao seu lado … A que merece seguir os passos da sua vida. No final, chegará esse alguém se refletirá em você. No entanto, também começa com estas dimensões importantes:
• Liberte-se dos seus medos.
• Aprecie sua solidão, aprenda a ler por dentro, tenha mais empatia com você mesmo e com os outros.
• Cultive seu crescimento pessoal , aproveite seu presente, o que você é e como você é.
• Aprenda a ser feliz com a humildade, desativando o ego, amadurecendo emocionalmente.
“Assim que você se der tudo que merece, tornando-se a melhor versão de você , virá o que você precisa.”

Priorizar-se não é ser egoísta

Muitas vezes ainda somos prisioneiros daqueles pensamentos limitantes explicados no começo. Há quem encontre a felicidade dando tudo pelos outros: cuidando, atendendo, renunciando a certas coisas para os outros. É possível que tenhamos sido educados assim. Porém, sempre chega um momento em que fazemos um balanço e algo falha. Vazio, frustração, dor emocional aparecem …
Como tudo nesta vida, há harmonia, a conjunção de seu espaço e meu espaço, suas necessidades e nossas necessidades. A vida em família, como casal ou em qualquer contexto social, deve ser construída através de um equilíbrio adequado, onde todos ganham e ninguém perde.
No momento em que há perdas, deixamos de ter controle de nossa vida, deixamos de ser protagonistas para nos tornarmos atores secundários.

Reflita por um momento sobre estas breves ideias:

• Eu mereço um dia de descanso para mim, em solidão. Isso vai me oferecer o que eu preciso: pensar, me libertar do estresse e relativizar as coisas.
• Eu mereço ser feliz, talvez seja hora de “deixar ir” certas pessoas, ou aspectos da minha vida. Isso me permitirá obter o que preciso: uma nova oportunidade.
Todos nós merecemos deixar de ser cativos do sofrimento, das nossas próprias atitudes limitadoras. Abra seus olhos para o seu interior, decifre suas necessidades, ouça sua voz. No momento em que você se permite o que você merece, o que você precisa chegará até você.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Santo do dia 18.10 = S. LUCAS, EVANGELISTA, MÉDICO, PADROEIRO DOS ARTISTAS



O “doutor dos Gentios”

São Paulo, na Carta aos Colossenses, define Lucas, - autor do terceiro Evangelho e dos Atos dos Apóstolos, - como “médico amado” (Cl 4,14). Segundo o historiador Eusébio, Lucas nasceu em Antioquia da Síria e era um Gentio: de fato, sempre na Carta aos Colossenses, Paulo fala de seus companheiros e nomeia por primeiro “aqueles que vieram da Circuncisão, isto é, os Judeus, sem incluir Lucas (Cl 4,10-11). Além do mais, em seu Evangelho, Lucas demonstra particular sensibilidade em relação à evangelização dos Gentios. Foi ele quem narrou a parábola do Bom Samaritano; citou o elogio que Jesus fez pela fé da viúva de Sarepta; de Naamã, o Sírio; do Samaritano leproso, o único que voltou para expressar seu agradecimento a Jesus por ter sido curado.

Ao lado de Paulo

Nada sabemos sobre as circunstâncias em que Lucas se converteu, mas, pelos Atos dos Apóstolos, podemos deduzir quando Lucas se juntou a Paulo. Até ao capítulo décimo sexto, os Atos foram narrados em terceira pessoa. De repente, logo após a visão de Paulo - um macedônio lhe pede para ir ajudá-los na Macedônia (Atos 16,9), - passou-se à primeira pessoa do plural: “E, logo depois desta visão, procuramos partir para a Macedônia, concluindo que o Senhor nos chamava para lhes anunciar o Evangelho” (Atos 16,10). Logo, Lucas acompanhou Paulo, no ano 51, a Samotrácia, Neápolis, Filipos. Depois, há uma nova passagem para a terceira pessoa, que nos leva a pensar que Lucas não tinha sido preso com Paulo, pelo contrário, que havia permanecido em Filipos, após a partida do amigo.
Sete anos depois, Paulo voltou àquela região e Lucas, - que no capítulo 20 retoma a narração em primeira pessoa do plural, e foi com ele a Mileto, Tiro, Cesareia e Jerusalém. Quando Paulo foi preso em Roma, no ano 61, Lucas ficou ao seu lado, como referem as Cartas de Paulo a Filemon e Timóteo: depois que todos o haviam abandonado, na fase final da sua reclusão, Paulo escreveu a Timóteo: “Somente Lucas está comigo” (2 Timóteo 4,11).

O Evangelista da Misericórdia

É possível perceber a característica mais original do Evangelho de Lucas, graças aos seis milagres e às dezoito parábolas, que não encontramos nos outros Evangelhos. Ele dedica atenção particular aos pobres e às vítimas das injustiças, aos pecadores arrependidos, acolhidos pelo perdão e a misericórdia de Deus: ele narra a parábola do pobre Lázaro e o rico Epulão; fala do Filho Pródigo e do pai misericordioso, que o acolhe de braços abertos; descreve a ação da pecadora perdoada, que lava os pés de Jesus com as suas lágrimas e os enxuga com seus cabelos; cita as palavras de Maria, no Magnificat, quando ela proclama que Deus “derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens e despede os ricos de mãos vazias!” (Lc 1,52-53).

Junto a Maria

A relação particular que Lucas tem com Maria é outra característica do seu Evangelho. Por meio dele e - podemos imaginar - por meio da narração que Maria lhe fez pessoalmente, conhecemos as palavras da Anunciação, da Visita a Isabel e do Magnificat; por seu intermédio, sabemos os particulares da Apresentação de Jesus ao Templo e a angústia de seus pais, Maria e José, por não poder encontrar seu filho de doze anos no Templo. Provavelmente, graças a esta sua sensibilidade narrativa e descritiva, que nasce a tradição de ser o primeiro iconógrafo, sabemos que Lucas era pintor.
As notícias concernentes à sua morte são incertas: algumas fontes falam do seu martírio; outras dizem que viveu até à idade avançada. A tradição mais antiga diz que morreu na Beócia, com 84 anos, depois de ter-se estabelecido na Grécia, onde escreveu seu Evangelho.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Santo do dia 17.10 = S. INÁCIO DE ANTIOQUIA, BISPO, MÁRTIR EM ROMA

S. Inácio de Antioquia, século XVIIIS. Inácio de Antioquia, século XVIII 
Antioquia, na atual Síria, era a terceira maior metrópole do mundo antigo, depois de Roma e Alexandria do Egito. Inácio tornou-se Bispo de Alexandria, por volta do ano 69, como sucessor de Santo Evódio, mas, sobretudo, do apóstolo Pedro, que havia fundado a Igreja naquela cidade. Descendente de uma família pagã, não romana, Inácio converteu-se ao cristianismo em idade avançada, graças à pregação de São João Evangelista, que havia passado por aquelas terras.

Viagem rumo ao martírio

Inácio era um Bispo forte, um pastor de zelo ardente. Os seguidores da sua Igreja o definiam como um cristão "fogoso", segundo a etimologia do seu nome.
Durante seu episcopado, começou a terrível perseguição do imperador Trajano, da qual também o Bispo foi vítima, por não querer negar à sua fé em Cristo. Por isso, foi preso e transportado acorrentado para Roma. No Coliseu, seu corpo foi despedaçado pelas feras, durante as celebrações da vitória do imperador na Dácia. Assim, começou a sua longa viagem, rumo ao patíbulo, durante a qual foi torturado pelos guardas, até chegar a Roma para a execução da sua sentença, no ano 107.

As sete letras

Durante esta longa viagem rumo à morte, o Bispo Inácio escreveu sete lindas cartas, que constituem um documento inimitável da vida da Igreja na época.
Ao chegar a Esmirna, escreveu as quatro primeiras cartas, três das quais dirigidas às comunidades da Ásia Menor: aos Efésios, Magnésios e Trálios. Nelas, ele expressa sua gratidão pelas muitas demonstrações de carinho. A quarta carta, ao invés, foi dirigida à Igreja de Roma, na qual faz um apelo aos fiéis para não impedir seu martírio, do qual se sentia honrado, pela possibilidade de repercorrer o caminho e a Paixão de Jesus.
De passagem por Trôade, Inácio escreveu outras três cartas: à Igreja da Filadélfia, de Esmirna e ao seu Bispo, Policarpo. Em suas missivas, pedia a solidariedade espiritual dos fiéis com a Igreja de Antioquia, que passava pelas provações do eminente destino do seu pastor; ao Bispo Policarpo, ofereceu interessantes diretrizes de como cumprir a sua função episcopal.
Ele escreveu também páginas de verdadeiras e próprias declarações de amor a Cristo e à sua Igreja, que, pela primeira vez, foi chamada "católica"; testemunhos do conceito tripartido do ministério cristão entre Bispos, presbíteros e diáconos; e ainda diretrizes para combater a heresia do Docetismo, que acreditava na Encarnação do Filho apenas como aparência e não real.
Enfim, através das cartas de Inácio, percebemos seu desejo, quase como uma súplica ardorosa, de que os fiéis mantivessem a Igreja unida, contra tudo e contra todos.